Emocionado, Juninho Pernambucano dá adeus ao futebol

Indiscutivelmente um craque e querido por todas as torcidas. É desta forma que Juninho Pernambucano, aos 39 anos, se despede dos gramados. Nesta segunda-feira (3) o meio-campista do Vasco da Gama convocou a imprensa para anunciar oficialmente a sua aposentadoria. O presidente do clube, Roberto Dinamite, foi quem abriu a ocasião.

Veja o que o Reizinho falou –

“Eu já tinha decidido parar depois de minha última lesão no fim do Campeonato Brasileiro. Acabei me recuperando e sendo convencido pelo Rodrigo e pelo presidente a tentar disputar o Carioca. Até pela possibilidade real de uma conquista antes de parar. Mas os treinos foram difíceis. Meu corpo não estava mais reagindo como antes. Eu não ia mais conseguir ser competitivo como sempre fui. Algumas vezes parecia que ia dar, que seria mais fácil, mas preferi tomar essa decisão. Honestamente? Não estava mais disposto a aceitar e passar pelo sacrifício de jogar em alto nível. Sempre falei que ia parar quando perdesse a vontade de treinar e me preparar para jogar. Não é fácil. Mas assumo que está sendo um pouco mais fácil do que eu imaginava. Hoje não dá mais para se divertir e brincar no futebol. Nunca me diverti jogando. Fiz sempre com amor, paixão e responsabilidade. Fui um péssimo perdedor, mas sempre tentei respeitar os adversários. Entendi cedo minhas deficiências, e isso me levou até aonde cheguei. Se o Roberto parou, o Romário, Zico, não teria como esse dia não chegar. Convivi sendo o vovô do time, eu sempre brincava porque no dia a dia era o mais velho, mas na escola para buscar meus filhos era o pai mais novo. Era engraçado”

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“Minha volta ao Vasco após a passagem pelo Catar não foi perfeita pela ausência de conquistas. Gostaria de agradecer também ao Sport… (começa a chorar). Me desculpem, mas a emoção é grande. Foi onde tudo começou. Joguei pouco tempo como profissional por lá. Eles nunca entenderam minha preferência pelo Vasco. Lamento por isso. Mas reconheço a importância do clube e sou grato pelo início da minha carreira. Mas foi no Vasco onde eu me realizei, onde eu me tornei um jogador completo, onde terminei minha formação. Meu melhor momento como jogador foi no Lyon. Lá joguei praticamente sempre em alto nível. Talvez a página que tenha faltado foi um título mundial. Faltou isso, mas não me incomoda. No Al Gharafa, eu me recuperei para voltar ao Vasco. Nos Estados Unidos, eu tive tecnicamente o pior momento da minha carreira. Não me arrependo pela experiência de vida. Esse foi o resumo da minha carreira. Agora começa uma nova fase. Não sei como, não sei onde, mas vou estar nos jogos acompanhando o Vasco”

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por Fraja8



Redação do Torcedores.com