Indeciso, mas feliz, St-Pierre encara Spider e até Lesnar se luta for ‘justa’

É impossível não perceber a diferença entre a última imagem pública do canadense Georges St-Pierre, após a vitória sobre Johny Hendricks no UFC 167, e a imagem atual do lutador licenciado do Ultimate, que está em Jaraguá do Sul-SC para ajudar o amigo e companheiro de treinos Francis Carmont na luta contra Ronaldo Jacaré no “UFC Fight Night no Combate: Machida x Mousasi”. Relaxado, brincalhão e disposto a passar um longo tempo falando sobre MMA e seu futuro, o ex-campeão dos meio-médios conversou com o Combate.com na noite de quinta-feira e deixou claro que voltar a lutar, se não está nos planos imediatos, também está longe de ser algo a ser descartado em sua vida. O antes tão comentado duelo contra Anderson Silva, por exemplo, ainda é possível. E até o ex-campeão peso-pesado Brock Lesnar entrou na jogada:

Sempre há uma possibilidade para tudo. Veja bem, alguns querem lutar contra mim pelo meu nome, outros pelo dinheiro. Eu lutaria contra Anderson Silva. Lutaria até contra Brock Lesnar, desde que fosse uma luta justa para ambos. Se for para lutar contra um peso-pesado, que isso aconteça de uma forma racional. Eu não tenho medo de ninguém, mas também não sou burro (risos)”

“Acho que Anderson Silva voltar tem mais a ver com a sua força mental do que com a sua condição física. Falei com vários médicos e eles me disseram que, por mais grave que a lesão tenha sido, se ela tivesse acontecido em uma articulação, a cura completa seria muito pouco provável, porque há ligamentos e cartilagens lesionadas. Da forma como a fratura aconteceu, é certo que a cura será total. O que ele terá que ter é a força mental para não sentir medo de chutar novamente. A perna voltará a ser sólida como sempre foi, mas se a sua mente o fizer hesitar, isso sim será um problema. Eu sei porque, quando lesionei o meu joelho, foi a mesma coisa. Não quero dar conselhos a Anderson, porque ele é muito mais experiente do que eu, mas eu diria para ele se testar nos treinos. Se você der chutes muito fortes nos treinos, o medo de fazer o mesmo na luta desaparecerá. Eu fiz isso com o meu joelho. Quando voltei aos treinos, quis fazer sparrings com caras fortes, que levassem o meu joelho ao limite, para que eu tivesse a certeza de que poderia voltar a lutar. Isso é muito difícil. Na primeira vez que fiz as coisas não deram muito certo, porque eu tinha um bloqueio mental. É preciso tirar esse bloqueio da cabeça se quiser continuar lutando”.

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Veja a Entrevista completa no Globo Esporte



Redação do Torcedores.com