Cinco motivos para Gareca se descabelar no Palmeiras

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O argentino Ricardo Gareca assumirá o comando do Palmeiras somente após a Copa do Mundo. Até lá, o Verdão continuará sob a batuta do interino Alberto Valentim. Durante esse período, Gareca observará e connhecerá um pouco mais do clube e dos jogadores para que a adaptação ocorra de forma tranquila.

Mas a vida do novo treinador alviverde não teve ter nada de fácil. Veja cinco motivos que poderão fazer o argentino se descabelar logo de cara:

1) CENTENÁRIO
O Palmeiras completará 100 anos em agosto. E, até o momento, o clube passa pela maldição do “sem ter nada”. A pressão, que já era grande com Gilson Kleina, será ainda maior com Gareca.

2) FALTA DE GRANA
Se o Verdão consegue hoje um dinheirinho aqui e ali, é graças ao prestígio do presidente Paulo Nobre, que já tomou empréstimos pessoais para auxiliar os cofres do time. A falta de patrocínio e de verba regular pode impedir que o movo técnico monte a equipe com jogadores a seu gosto, como é o caso do atacante argentino Lucas Pratto, ex-atleta seu no Vėlez Sarsfield.

3) FALTA DE PEÇAS
Além de pouco dinheiro para contratar, o Palmeiras não conta com jogadores extraordinários. Não há ninguém com o porte de Alan Kardec para o ataque (embora Henrique esteja em bom momento). Lúcio não é um garoto e oscila na zaga. Valdivia deve ser negociado após a Copa. E faltam laterais, sobretudo na direita. Gareca terá de garimpar a base para tentar solucionar o time.

4) POLITICAGEM
O Palmeiras é considerado um dos clubes mais complicados politicamente. Motivos para isso não faltam, pois não raro as correntes políticas se desentendem e geram reflexos no campo. Fora o vazamento de informações importantes. Antecessores de Gareca, como o hoje técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, sofreram com isso.

5) IDIOMA
Pode parecer óbvio, mas em alguns aspectos o espanhol de Gareca pode se tornar incompreensível para os jogadores. Se, quando falam a mesma língua, a relação torna-se turbulenta, imagine em idiomas parecidos, mas não exatamente iguais. É bom o treinador se debruçar sobre apostilas de português para entender um pouco das gírias da boleiragem tupiniquim. Do contrário, ele poderá se descabelar de raiva.

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.