Renovação na Inglaterra é elogiada, mas não dá grandes esperanças

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Esqueça aquela seleção recheada de estrelas e jogadores experientes, comum a Inglaterra nas últimas grandes competições. O elenco que vem ao Brasil para a Copa do Mundo é recheado de jovens, como Jack Wilshere (22), Ross Barkley (20). Luke Shaw (18), Raheem Sterling (19) e Alex-Oxlade Chamberlain (20).

Para tantos jovens entrarem, alguns veteranos tiveram que ficar de fora. John Terry, Rio Ferdinand, Ashley Cole e Michael Carrick estão entre eles. A escolha foi elogiada pela mídia e também e por dois torcedores ingleses que conversei nos últimos dias. “Grande decisão de afastar a maioria dessa geração velha que constantemente falharam nos últimos grandes torneios. Os jovens agora precisam se desenvolver e se acostumar a jogar no mais alto nível”, disse Charlie Ochola.

Porém, essa medida não faz com que a Inglaterra tenha grandes chances no Mundial. “Eu acho que a Inglaterra voltará para a casa antes dos cartões postais. Não será uma surpresa se acabarmos eliminados na fase de grupos”, avaliou Ochola, falando sobre o Grupo D, que terá Itália, Uruguai e Costa Rica, além dos ingleses.

Essa desconfiança é culpa da Geração de Ouro, assim chamada por contar com jogadores como Gerrard, Lampard, Beckham, Scholes e outros, que nunca trouxeram grandes resultados na seleção. “Embora tivéssemos, de fato, uma geração de ouro, sempre achei que o sistema estava errado. Por exemplo, nunca vimos o melhor de Gerrard e Lampard. Em seus clubes, sempre atuavam com um volante marcador por perto, enquanto na seleção eram escalados juntos. Nenhum técnico teve coragem de sacar um para aproveitar o melhor do outro,” explica Furat Al-Murani.

Charlie Ochola é mais duro e ainda questiona a qualidade destes atletas laureados por todo o planeta. “Foram todos exaltados pela mídia, eles nunca foram bons suficiente para vencer uma Copa do Mundo. Não tiveram uma identidade de time para vencer uma Copa do Mundo. O único que teve sucesso em nível internacional foi David Beckham.”

Expectativa para o grande evento é gigantesca

Se com a seleção inglesa a animação não é tão grande, para a Copa do Mundo tanto Furat Al-Murani quando Charlie Ochola, que virão ao Brasil, estão muito empolgados. “Estou muito animado para essa Copa do Mundo. Penso que temos oito bons times com potencial para serem campeões,” pensa Al-Murani.

As festas que ocorrerão entre povos de todos os países também animam muito os torcedores ingleses. “Socialmente, será a celebração da nossa humanidade e as boas vindas do mundo ao Brasil, a casa spiritual do jogo bonito, o santo graal do esporte que une o mundo como nenhum outro”, finalizou Ochola.

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