Opinião: Esta Copa já é dos latinos

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Acho que, pela primeira vez desde 1930, estamos vendo uma Copa do Mundo feita por e para latinos. Digo isso por conta da atual situação das seleções latinas e das europeias. Até o momento em que escrevo este texto, as seleções que estão embaladas e plenamente confiantes são Colômbia e Costa Rica, pertencentes às Américas Central e do Sul, respectivamente. Portanto, é claro que a Copa no Brasil está mesmo sendo dos latinos.

Mas, não se trata somente disso. A Colômbia, por exemplo, têm se superado bastante, idem a Costa Rica, que mesmo sendo a grande zebra do grupo da morte, com Itália, Inglaterra e Uruguai, não tomou conhecimento destes. Venceu o Uruguai na estreia, e há pouco “goleou” a Itália por um a zero.

Vale ressaltar que a Inglaterra e a Itália de 2014 são umas das piores que já vi. Lembro muito bem das seleções de 2006, com Beckham, Gerrard em grande forma, Peter Crouch (que ficou marcado por ter feito um gol contra Trinidad e Tobago após puxar o cabelo do marcador dele), Cannavaro, Del Piero, Camoranesi… Enfim, grandes nomes que já não podem ajudar suas equipes.

Também posso pontuar a péssima estreia de Portugal, que com Felipão fez história, mas que agora só tem Cristiano Ronaldo, o que, convenhamos, não é nada se não tiver um time que jogue com ele. A Argentina também parece estar acompanhando o ritmo dos vizinhos e pode ter mesmo potencial, apesar de não contar com Carlitos Tevez, um dos grandes nomes do tricampeonato italiano da Juventus, a Vecchia Signora. Conta com Lionel Messi, simplesmente um dos melhores do mundo, e ele parece finalmente “despertar” para a seleção.

Por fim, resta sabermos se o Brasil é tudo isso mesmo, pois sinto que desde 2002, a seleção canarinho perdeu aquele carisma e bom futebol. Não vejo muito disso em Neymar, Paulinho, Júlio César e Luiz Gustavo, mas eu via tudo isso em Marcos, Rivaldo, Roque Júnior, Roberto Carlos, Ronaldo…



19 anos, estudante de jornalismo pela Metodista de São paulo, que ama a maioria dos esportes, principalmente o futebol. Apesar de ser corinthiano, sou extremamente profissional com todos os demais clubes, e futuramente pretendo ser locutor esportivo.