Acabou a “Copa do Mundo”. Agora começa a história

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Foram 48 jogos num espaço de 15 dias. Mais de 4 mil minutos de bola rolando em duas semanas. O mundo parou e o Brasil mudou sua rotina para acompanhar as 32 equipes lutando entre si para se colocarem entre os melhores. A overdose de jogos que representa uma Copa, mais de três dezenas de nações mostrando seus jogadores, sua camisa, suas bandeiras, seu povo, sua cultura, seu rosto.

A fase de grupos é adorável e nessa Copa, em especial, foi linda. Principalmente ver seleções sem tradição dando na cara de presunçosas campeãs; viradas fenomenais; jogos agitados e gols. Muitos gols. Jogadas plásticas, dribles, defesas. Lances violentos, socos, empurrões. Até mordida. Teve de praticamente tudo nos 75% do torneio que já é passado. Isso mesmo, amigo: ¾ da Copa já se foram. Jogos que aconteceram na fase que é a massa da Copa do Mundo, é o povão da Mundial. A fase de grupos faz quem assiste conhecer jogadores, se reconhecer em seleções, relembrar o passado e prospectar o futuro. Cria heróis, desmitifica lendas. Ninguém passa em branco. Todos tem alguma história pra contar.

Agora, o papo é outro. Não são mais 32 nações representando os 5 continentes. Agora são só 16 times. Um grupo dos melhores, reunidos numa sala onde um deverá eliminar o outro. Posto em um cubículo de onde só um saíra vitorioso e todos os outros 15 chorarão a derrota, qualquer que seja a colocação. Não tem segunda chance. Um erro e um trabalho de quatro anos ou até mais poderá ser desperdiçado. Perdeu, tá fora. Uma derrota é uma passagem para casa garantida. Não vai ter perdão. Não tem mais desculpas. Agora, a meta de todos é o título. Desde a pequena surpresa teoricamente sem chance até o anfitrião gigante sedento pelo título, sonhou o obsessão, devaneio ou obrigação, a taça é possível, afinal. São só quatro jogos. Já dá pra enxergar a final ali, dia 13 de julho. Bem perto.

Sonho, devaneio, obsessão ou obrigação.

São 16 países buscando a supremacia planetária do maior esporte do planeta no maior torneio do planeta. Se acha pouco, sente e veja. A história vai começar a ser feita para um desses.

Por Caio Bellandi, originalmente no blog Resenha dos Focas



Carioca, bacharel em Direito e bacharelando em Jornalismo pela FACHA. Não escolheu o jornalismo mas foi escolhido por ele. Sonho profissional: casar com a editoria de esporte e ser amante das páginas de política. Resumidamente, um cronista do cotidiano, comentarista do dia-a-dia e palpiteiro da rotina.