Copa: Goleada sobre Camarões mascara defeitos do Brasil

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A seleção brasileira venceu Camarões por 4 a 1 em Brasília, garantiu a classificação como primeira colocada do Grupo A da Copa do Mundo e encheu o torcedor brasileiro de esperança para a conquista do hexa, mas a pintura não é tão bela quanto parece.

O elástico resultado conquistado na segunda-feira diante da seleção africana pode atrapalhar mais do que ajudar o time de Luiz Felipe Scolari na sequência da Copa do Mundo, por mais estranho que tal afirmação possa parecer.

Analisando friamente o desempenho do time diante de uma das seleções mais fracas deste Mundial, há mais fatores para se preocupar do que para comemorar visando aos próximos compromissos do Brasil.

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A primeira preocupação atende pelo nome de Daniel Alves. O camisa 2 voltou a mostrar um futebol abaixo da média diante dos camaroneses e mostrou que não tem mais condições de ser titular da equipe verde e amarela. Não apoia, não marca e é uma temeridade pensar em Alexis Sanchez às suas costas no jogo do próximo sábado, contra o Chile.

Quem também jogou como se ainda estivesse no Bragantino foi Paulinho. O antes badalado ex-volante do Corinthians está tímido, errando passes e longe de ser o jogador que brilhou pelo Alvinegro. Foi substituído por Fernandinho e, a menos que Felipão seja teimoso, deverá ir para o banco contra os chilenos.

No ataque, o problema principal é Hulk, que voltou ao time após ficar fora no empate contra o México. O atleta do Zenit só não foi pior porque Fred, autor do terceiro gol, conseguiu ser ainda mais insignificante, apesar de ter balançado as redes.

Se os chilenos encontrarem um meio de anular Neymar, o Brasil pode sofrer mais do que precisa nas mãos do velho freguês, já que Hulk e Fred, aparentemente intocáveis, ao menos para começar uma partida, estão mostrando jogo a jogo que a seleção joga apenas com um atacante, e não com três.



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