Esquema tático do Brasil não é garantia do hexa

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Tecnicamente, o Brasil tem uma das melhores seleções do mundo, sendo este um dos motivos para o seu favoritismo na Copa do Mundo. Contudo, taticamente as coisas tendem a não fluir tão facilmente.

No amistoso em que o Brasil goleou o Panamá por 4 a 0, o técnico Luiz Felipe Scolari não pode contar com todos os jogadores convocados. Thiago Silva e Paulinho ficaram de fora por precaução, dando a chance de Dante e Ramires iniciarem a partida. No entanto, enquanto o zagueiro do Bayern jogou os 90 minutos, o volante do Chelsea foi substituído no intervalo por Hernanes.

O tradicional 4-2-3-1 que Felipão utiliza não emplacou nos minutos iniciais do duelo. Neymar, o craque do time, não rendia pela ponta esquerda, o que sobrecarregava Oscar na armação das jogadas. Percebendo isso, o treinador modificou a estrutura tática da equipe antes dos 15 minutos.

Neymar saiu da esquerda e foi para o meio, aproximando-se de Fred. Hulk, outrora aberto pelo lado direito, ajudou a compor o lado esquerdo, enquanto coube a Oscar fazer o suporte a Daniel Alves. A seleção, de bate pronto, não melhorou, mas com Neymar aparecendo mais no jogo, seu talento se sobressaiu perante o adversário e os gols saíram.

Ao trocar o 4-2-3-1 pelo 4-4-2 o Brasil não inovou taticamente, mas pelo menos fez algo diferente do que havia feito até agora. Obviamente que as entradas de Hernanes, Maxwell e Willian nas vagas de Ramires, Marcelo e Oscar têm grande peso nesta mudança, porém, a vitória foi construída ainda na pífia 1ª etapa, quando apenas a mudança tática de Felipão havia sido implantada.

Contra equipes limitadas, o talento individual dos jogadores brasileiros pode ser suficiente, mas, contra adversários tecnicamente equivalentes, será preciso um pouco mais de padrão tático do que se viu na vitória sobre o Panamá.

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