Alemanha x EUA tem tudo para virar ‘jogo de comadres’

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De um lado, um time que chegou ao Brasil tão favorito que muitas vezes a gente até pensa que eles já ganharam a Copa. Do outro, uma nação que é sinônimo de excelência em tudo o que faz, menos no futebol. Hoje, em Recife, é dia de Alemanha x Estados Unidos (EUA): o duelo que pode se transformar na maior marmelada desta Copa do Mundo.

As duas equipes só precisam de um empate para irem juntinhas para a próxima fase.

E, embora os dois lados neguem qualquer tipo de acerto, nada leva a crer que alguém sairá vencedor nesta disputa.

Primeiro porque o aspecto físico não ajuda: Os Estados Unidos chegaram a Recife depois de uma verdadeira maratona de viagens. Saíram de Manaus, foram a São Paulo e, em seguida, partiram para Recife.

Os alemães, por sua vez, contam com vários jogadores longe da forma física ideal, casos de Khedira e Boateng. Ah! E a bola rola às 13h, no calor do Recife.

Segundo motivo: os treinadores são grandes amigos.

Jurgen Klinsmann, comandante dos EUA, e Joachim Low, da Alemanha, já chegaram a inclusive trabalhar juntos na Copa de 2006.

O primeiro como técnico. O segundo de auxiliar.

E para fechar, ainda tem o contexto histórico:

A Alemanha é pródiga em armar marmeladas nas fases classificatórias dos mundiais.

Em 74, quando estava dividida pelo muro de Berlin, a porção ocidental entregou o jogo para o lado oriental para fugir de um cruzamento com Brasil ou Holanda.

Depois, em 82, marcou 1 a 0 na Áustria e parou de jogar para que as duas seleções avançassem as oitavas.

Este último episódio, aliás, ficou conhecido como “A vergonha de Gijón” e foi a partir dali que a Fifa passou a adotar o padrão de jogos no mesmo horário na última rodada da fase de grupos.

Agora 32 anos depois será que viveremos um “Vexame de Recife”?

Crédito da foto: Getty Images



Bruno Monteiro é repórter da TV Bandeirantes. Já atuou também em diversos outros veículos de destaque, como o Portal UOL, Jornal Lance e Sportv.