Opinião: Felipão força crise na seleção brasileira

Felipão

O período de treino da seleção brasileira que antecedeu ao amistoso contra o Panamá mostrou para Felipão que o time-base que venceu a Copa das Confederações será o titular para a estreia na Copa do Mundo, salvo se ocorrer alguma lesão de última hora.

Paulinho e Thiago Silva, por exemplo, tiveram problemas médicos e não puderam ir a campo, razão pela qual Ramires e Dante, respectivamente, foram escalados. O zagueiro do Bayern de Munique havia feito treinos ao longo da semana ao lado de David Luiz e não surpreendeu ao entrar entre os titulares, mas Ramires, sim.

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Desde que Paulinho sentiu um problema no pé direito durante os treinamentos, Hernanes foi a opção escolhida por Felipão para substitui-lo, porém, misteriosamente, Ramires foi quem começou a partida e, após não ir tão bem na etapa inicial, deu lugar ao volante da Internazionale.

Após o jogo, Hernanes foi questionado sobre a sua ausência e fez questão de não esconder o descontentamento: “Fiquei triste porque seria a oportunidade de eu começar jogando. Estou aqui para ajudar o grupo e respeitar decisões que cabem ao grupo. Procurei dar o melhor quando entrei”.

O que mais parece ter incomodado ao jogador é o fato de o treinador não ter dado explicações sobre a sua ausência. A impressão é que Felipão aproveitou a ocasião para ressaltar que, embora o time titular esteja fechado, a ordem dos suplentes, não.

Enquanto motivador, Felipão precisa arrumar algum jeito de manter motivada a seleção mais pronta para a Copa até agora. Ao contrário de 2002, a confiança em torno do trabalho feito até agora é enorme e essa zona de conforto assusta o comandante.

Foto: Getty Images