Jogo de futebol americano da Lusa é um espetáculo!

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Felipe Higino/Torcedores.com

 Há algumas semanas o torcedor rubro-verde pôde notar que o gramado do Canindé apresenta diversas marcações fora do “padrão futebol”. Números e jardas ganham o aspecto visual e destacam a dúvida em alguns torcedores: o que são? São as marcações do futebol americano, novo esporte que vem ganhando os gramados do Dr. Osvaldo Teixeira Duarte. Já pela terceira vez em 2014, o time da bola oval da Portuguesa, Lusa Rhynos, manda uma de suas partidas do torneio Touchdown – a principal liga do esporte no Brasil – nos gramados do Canindé.

(Foto: Felipe Higino/Lusa News)

 No último sábado (31), os Rhynos enfrentaram o São José Bulls (RS), e fui conferir e testar a experiência do novo projeto rubro-verde. Tudo começa logo na bilheteria, onde o preço é bem acessível: 20 reais a inteira e 10 a meia-entrada, fora que o ingresso é uma espécie de card colecionável, bom chamariz para as crianças. Ao comprar o bilhete, a informação que vem do caixa é a seguinte: Os times devem entrar às 14h e é uma das partes mais legais do jogo, vale muito a pena assistir. Pois bem, lá fui eu.

Meia hora antes do início do jogo, já estava dentro do estádio. As equipes já faziam o aquecimento, o público chegava aos poucos eu decidi comer. O esquema é bem simples: compra-se a ficha no caixa e depois retira-se no local. Hot-dog, batata frita e churros eram as opções de comida. Água, refrigerante e cerveja – com álcool – eram as bebidas. Também é possível aproveitar e passar na lojinha do time, onde camisetas, chinelos e bolas de pelúcia são vendidas durante o evento. Comprei uma batata e um guaraná, – cinco reais cada – e fui para o jogo.

É possível comprar cerveja dentro do estádio. (Foto: Felipe Higino/ Lusa News)

 O DJ que comandava o som ambiente abusava do hip-hop americano e agradava tanto os presentes que alguns chegavam até a ensaiar alguns passinhos de dança, mesmo sentados. Aos poucos as numeradas começaram a ser tomadas pelos fãs. Camisas da Lusa eram três, contando a minha. Do Tom Brady, jogador do New England Patriots e astro da NFL (a liga americana da modalidade) umas 10. O público jovem é maioria esmagadora no jogo. Isso é um bom reflexo de como o esporte da bola oval ainda é no país: jovem, mas com muito potencial.

Antes da entrada das equipes é possível acompanhar um belo espetáculo da equipe de cheerleaders – líderes de torcida – dos Rhynos. Em seguida, já começa o show. O locutor da partida anuncia as equipes. As duas entram de formas espetaculares. Os visitantes primeiro, com uma cortina de fumaça preta e vermelha e uma bandeira do estado do Rio Grande do Sul nas costas, com o capitão do time puxando a equipe. Em seguida, é a vez dos lusos, onde realmente o aviso que tive nas bilheterias se fez juz: fogos de artifício, fumaça, pompons, gritos da torcida, bandeiras do time e um mundaréu de jogadores. É assim que o Lusa Rhynos sobe ao gramado do Canindé.

(Foto: Felipe Higino/Lusa News)

O jogo começa e segue seu ritmo. A jovem e empolgada torcida entoa os gritos de “Lusa” em diversos momentos da partida. Junto com eles, o narrador do jogo entra no clima e ajuda a descontrair o ambiente. A partida leva mais ou menos três horas, a todo o momento as jogadas são narradas e explicadas para aqueles que ainda não entendem as regras. A equipe rubro-verde faz valer o mando de jogo e massacra os gaúchos por 46 a 0, fora o show.

Ver o futebol americano da Lusa me agradou, surpreendeu e me fez deixar de lado a bola redonda, que naquele momento rolava em Volta Redonda. Infelizmente, os Rhynos só devem voltar a jogar em seus domínios em outubro (foi o que escutei no jogo, me avisem se estiver errado) e, até lá, tenho a certeza de que muitas coisas novas devem ser implantadas para o bem-estar de todos os torcedores presentes e estarei presente torcendo pela classificação aos playoffs da competição! Vai, Rhynos, não para de lutar!