Luxo da seleção contrasta com pobreza no futebol brasileiro

Enquanto a seleção brasileira se prepara para o hexa na luxo da Granja Comary, garotos sonham com o sucesso no largado campo do Teresópolis.

As diferenças sociais estão no Brasil desde que este país se conhece como tal. Se antes de os portugueses chegarem havia equidade nas comunidades indígenas, depois a lógica de acumulação de capital tomou conta do território e produziu a desigualdade que vemos hoje.

O futebol, enquanto manifestação cultural desta sociedade, não se mantém estanque a isso que, em Teresópolis, pode ser observado a olho nu. Na tarde deste domingo, enquanto a Seleção Brasileira se preparou para ir à Goiânia na Granja Comary, a poucos minutos dali, jogadores de futebol desconhecidos disputaram uma partida pela 3ª rodada da Série C do Campeonato Carioca.

A partida entre Teresópolis e Esprof terminou empatada por 1 a 1, mas foi bem movimentada, fruto da garra e disposição que os garotos das duas equipes demonstraram. Só mesmo a paixão para explicar tamanho empenho dos jogadores que, muitas das vezes, não recebem sequer remuneração.

Vinculados a clubes pequenos e sem expressão, esses garotos enfrentam vestiários sem luz e água gelada na fria região serrana para tentar realizar o sonho de ser jogador de futebol e, quem sabe, estar um dia em Teresópolis como Neymar e cia: na Granja Comary.

Esse é apenas um pequeno retrato do Brasil que poucos veem, mas muitos falam. Somente aqueles meninos sabem o quão desigual é o nosso futebol e, principalmente, o nosso país.