Minha estreia na Copa: jogo foi o que menos importou

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Como já contei em outro post, ontem fiz a minha estreia na Copa como torcedor no Itaquerão, que foi palco do duelo entre Coreia do Sul e Belgica, pela última rodada do grupo H. E por incrível que pareça, o jogo foi o que menos importou.

Os amigos que foram aos jogos da Copa antes de mim falavam na tal “experiência vivenciada na Copa”. Que raios é isso? Nesta quinta-feira, tive a resposta. Quando a bola rolou às 17h, o que passaria a acontecer, para mim, tinha a menor das importâncias. Já tinha realizado um sonho e vivenciado a experiência de uma Copa.

E o que é “vivenciar a experiência de Copa”? É entrar no trem para chegar ao Itaquerão e ver uma diversidade de torcidas. Belgas, sul-coreanos, torcedores da seleção brasileira, torcedores do Santos, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Bangu, Juventus da Mooca, São Caetano e outras tantas camisas diferentes que estavam lá. Todos, pelo menos na minha frente, vivendo em harmonia no mesmo lugar.

No caminho do metrô até o estádio, vi voluntários simpáticos e felizes só por estarem escrevendo, de alguma forma, as suas histórias em um evento tão grandioso como esse. Pude ver até um motorista de ônibus que levou torcedores ao estádio tirando fotos e gravando vídeos, pois ele mesmo tinha a consciência de que aquele era um momento único.

Dentro do estádio, vi estandes de patrocinadores do evento. Loja para compra de produtos da Copa lotada. Torcedores fazendo fila para comprar cerveja ou coca só para ter o copo personalizado daquele dia, que vinha com o nome e as bandeiras das seleções. Tudo isso me fez aproveitar o evento Copa, não apenas o jogo. Algo que nunca tive em um jogo de futebol aqui no Brasil.

Vi um estádio bem montado. Tive uma boa impressão do Itaquerão. Acho que o torcedor do Corinthians vai ficar muito feliz de sediar jogos lá. Achei a cerveja cara e a comida, mas nada diferente do que pago em um bar de São Paulo. Pagar dez reais numa pipoca: não consegui. Afinal de contas, posso comprar por 1 real no supermercado e fazer no microondas lá de casa.

Sei que algum internauta pode ler esse texto e pensar: isso está estragando o futebol. Não tem nada melhor do que ver um jogo numa arquibancada dura e comer hot dog da tia da barraca na porta.

Pode até ser. Respeito quem pensa assim. Mas a experiência que vivi ontem, não tem preço que pague. Vai ficar pra vida inteira.

Mas o jogo, quanto foi mesmo?

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Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com