O bico no futebol ao longo dos anos

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Em todo primeiro contato no futebol, entre um pé infantil e uma bola, o bico esta lá. Um movimento simples e espontâneo, que qualquer criança pode executar.

Mas quando crescemos e aprendemos outras maneiras de bater na bola deixamos de utilizar o bico, dizemos que é feio sem classe, e quando não se é zagueiro, num lance de perigo de gol adversário, dar de bico é questão de bronca.

O elegante zagueiro Mauro Galvão, com passagens por grandes clubes brasileiros e pela seleção, negava-se a dar de bico, fato que lhe rendeu uma bronca do grande Ídolo colorado Falcão. O então jovem zagueiro disse desconhecer onde ficava o bico, ganhando a admiração do experiente volante, um dos grandes pilares do futebol arte.

E a eterna caixinha de surpresa que é o futebol gosta de nos surpreender, e como uma bronca nos mostra a beleza da arte de dar de bico. Arte esta só executada por craques.

Com a invenção do futsal, dar de bico passou a ser técnica, o espaço menor para a execução dos movimentos, o movimento simples do bico facilita a execução.

Mas os deuses do futebol não se contentam em deixar uma jogada de pura técnica reservada às quadras. Nos pés de gênios, oriundos das quadras o bico bem dado foi executado com primazia. E teve como maior executor o gênio de 1,69, o que seria do Brasil sem os gols de bico de Romário? Foram dois na Copa de 1994. Um contra Camarões na primeira fase, o outro contra a Holanda nas quartas. E Brasil campeão do mundo.

Em 2002, Ronaldo mostrou que aprendeu bem com o Baixinho ainda em 94, quando passou a Copa inteira vendo Romário brilhar. E na semifinal contra a Turquia, uma arrancada e um chute da entrada da área. E com este belo chute a bola encontrou as redes de Reçber e o Brasil encontrou o caminho para a final e por conseqüência para o título.

Em 2014, logo na estréia já tivemos um gol de bico, o até em então contestado Oscar, mostrou toda sua habilidade ao finalizar pro gol de fora da área, num movimento rápido, que se tornou indefensável para Pletikosa.

E se os deuses do futebol, premiarem mais uma vez quem faz arte com o movimento mais simples, já pode preparar o champanhe, que dia 13 de julho e o hexa é nosso.

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