Opinião: Fifa tem de mudar critério de cabeças de chave da Copa

A Copa de 2014 é a primeira em que todos os oito campeões mundiais estarão em campo. Portanto, nada mais natural que Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Uruguai fossem os cabeças de chave dos oito grupos. Certo? Não para a Fifa.

Para a entidade máxima do futebol, o que vale é seu ranking. Por esse motivo, Colômbia, Suíça e Bélgica ganharam essa honra enquanto franceses, italianos e ingleses a ver navios.

Ao menos, a Fifa foi coerente ao critério. O problema é que o critério adotado é ruim.

Sorte que o Brasil, que hoje é o 3° da lista, já era cabeça de chave garantido por ser o país sede. Na época da definição dos líderes dos grupos, o país era o 11°. Ou seja: em qualquer outro lugar, a Seleção Brasileira, maior campeã da Copa do Mundo e única a participar de todas as edições, estaria fora do pote número 1 dos sorteios.

Minha sugestão à Fifa: menos critério “técnico” e mais critério “histórico”. Embora o ranking reflita o momento, difícil imaginar a Suíça, por exemplo, na ponta de um grupo no lugar da Itália.

Em 2018, já teremos a Rússia garantida no Grupo A. Se quem manda no futebol não mudar, corremos o risco de mais Colômbias, Suíças e Bélgicas na cabeça das chaves.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.