Opinião: Rafael Nadal será o maior tenista da história

nadal
Getty Images

Quem gosta de tênis não hesita em colocar o espanhol Rafael Nadal como um dos maiores atletas da história do esporte da bolinha amarela. Ele ainda não é o maior. Mas acredito que é questão de tempo isso acontecer.

O Touro Miúra está no auge da carreira. Aos 28 anos, acabou de vencer no domingo o torneio de Roland Garros pela nona vez. Isso mesmo, nona vez, marca absoluta não só na competição francesa quanto em todos os outros campeonatos profissionais.

Vale lembrar que no balaio do espanhol constam dois títulos de Wimbledon, um do Aberto da Austrália e dois do Aberto dos Estados Unidos. No total, são 14 Grand Slams.

O próximo torneio da agenda da Associação dos Tenistas Profissionais é Wimbledon, que se inicia no próximo dia 23. E é aqui que Nadal enfrentará o rival em sua escalada rumo ao topo da história do tênis: Roger Federer.

O suíço é o atual número 4 do mundo. Aos 32 anos, está em decadência, diferentemente de Nadal. Mas se o espanhol é o rei do saibro, a grama é amiga de Federer: são sete troféus em Wimbledon, recorde compartilhado com o americano Pete Sampras.

No total, Federer soma 17 Grand Slams (além dos sete títulos em Wimbledon, ele tem um em Roland Garros, cinco no Aberto dos Estados Unidos e quatro do Aberto da Austrália). Mas o tempo está cobrando o preço. Nadal está voando. E se conseguir bater o suíço na casa dele, provavelmente chegará a mais um caneco. No confronto direto, a vantagem é do espanhol: 23 vitórias a 10.

Repito: aos 28, Nadal está no auge. Federer, aos 32, já pode pendurar as raquetes com louvor. Foi (e hoje, para mim, é) o maior. Mas logo menos, a não ser que a lógica não se cumpra, deixará de ser. Assim como ele ultrapassou Pete Sampras no passado. É a vida.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.