Opinião: A tecnologia estraga o futebol

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Acredito demais que a tecnologia só vai prejudicar o futebol. Tanto que o título deste texto poderia ser “ódio eterno ao futebol moderno”. Mas não sou nem torcedor do Juventus da Mooca (um dos times mais legais de São Paulo, aliás) nem tão extremista, daqueles que acham que só chuteira preta presta. Mas acredito firmemente que a adoção de recursos tecnológicos está, aos poucos, matando o futebol.

Matando talvez seja uma palavra muito forte. Modificando, talvez, o esporte mais popular do mundo.

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Tomemos como exemplo o segundo gol da França na vitória por 3 a 0 sobre Honduras, na estreia das equipes na Copa do Mundo, no último dia 15, em Porto Alegre. O chute do atacante Karim Benzema bateu na trave, correu sobre a linha e o goleirão hondurenho Noel Valladares se atrapalhou todo. Bola na rede? Graças ao sistema da Fifa, sim. Gol contra do arqueiro. Polêmica, que mal teve tempo de começar, encerrada.

Nessa toada, daqui a pouco não vai existir juiz. Juiz, não, árbitro. Não vai ter árbitro. Bandeirinha (melhor dizendo, auxiliar de arbitragem), muito menos. Adeus, polêmicos impedimentos errados que tanto ajudaram e prejudicaram meu time!

Sou daqueles que defendem que o futebol também se fez grande nas mesas de bar. Nas discussões infindáveis se foi ou não gol (se fala até hoje da final da Copa de 1966), se foi pênalti ou não. É um esporte praticado por e para seres humanos. Desperta paixões. E paixão não é coisa que a razão explica. E acho que nem o futebol.

Desumanizaram o futebol. Parem as máquinas!



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.