Para Ballack, seleção da Alemanha não tem personalidade

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Michael Ballack foi no início dos anos 2000 o a grande nome da seleção alemã. O camisa 13 era tido com uma joia rara dentro de uma seleção marcada por apresentar um futebol pragmático e de pouca habilidade. Hoje, Ballack é um ex-jogador, mas será comentarista nesta Copa do Mundo, tanto que já começou a dar seus pitacos sobre a seleção germânica. Segundo ele, o time atual é muito bom e tem totais condições de ser campeão, mas falta nos jogadores personalidade.

“Para ser campeão, é importante ter um ou mais jogadores de personalidade em campo. Esse é o único ponto em que vejo uma pequena fraqueza na equipe alemã. A pressão pelo título mundial aumentou muito na Alemanha, e não temos jogadores com força para suportar essa pressão, como tinham Effenberg ou mesmo Ballack”, disse Ballack ao jornal inglês Daily Mirror.

Durante a carreira, Ballack deu provas de que tinha personalidade. Na Copa do Mundo de 2002, por exemplo, foi dos seus pés que saiu o gol salvador que colocou a Alemanha na final contra o Brasil, embora uma suspensão por cartões amarelos tenha o tirado daquele que seria o principal jogo de sua carreira.

De certa forma, Ballack tem razão. Diferentemente das últimas copas, quando havia jogadores como Oliver Kahn, que traziam para si a responsabilidade pela condução do time dentro de campo, dessa vez a Alemanha carece de personalidade. Ozil, por exemplo, que é considerado o cérebro deste time, caiu muito de produção no seu segundo semestre pelo Arsenal e isto também se refletiu em seu desempenho pela seleção.

Assim como para o Brasil, a pressão para a Alemanha vencer o Mundial é muito grande. A geração que iniciou o trabalho com Klinsmann em 2006, ficou no quase nas duas últimas Copas e, amadurecida, precisa levar o caneco este ano ou se preparar para se esquecida pela história.