Para ser campeão na Copa, é preciso mudar

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Jefferson Bernardes/Vipcomm

No dicionário do futebol brasileiro na Copa, mudar sempre foi uma palavra muito requisitada. Seja por contusão, suspensão ou escolha tática e técnica. Toda seleção brasileira que iniciou uma Copa teve mudanças no recorrer da competição.

Prefiro deixar de lado as equipes brasileiras que não venceram para falar somente das mudanças nas que se sagraram campeãs.

1958

No primeiro titulo, vejam como a seleção mudou. Na estréia a equipe era a seguinte:

Gilmar, de Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Dino Sani, Didi e Zagallo; Mazzola, Dida e Joel.

Na segunda partida, houve somente uma mudança: a entrada de Vavá no lugar de Dida.

Na última rodada da primeira fase, mais mudanças: entraram Garrincha, Zito e Pelé, nos lugares de Dino Sani, Mazzola e Joel.

Nas quartas, Mazzola jogou no lugar de Vavá. Na semifinal, Vavá tomou de novo a vaga. E quando parecia que o Brasil repetiria uma escalação na Copa, de Sordi foi sacado do time por contusão e Djalma Santos assumiu a posição. Se compararmos a escalações da primeira e da última da partida, são nada menos que quatro mudanças.

1962

Na segunda conquista, houve somente uma mudança e por contusão: na segunda partida do Brasil, o rei Pelé saiu machucado e Amarildo, o possesso, assumiu a vaga até a final.

1970

Na primeira copa em que foram permitidas alterações durante as partidas, o Brasil que iniciou o primeiro jogo foi o mesmo da finalissíma. Mas não iniciou todas as partidas com a mesma formação. A única exceção foi no terceiro jogo, quanto Gérson deu lugar a Paulo César. Mas já na partida seguinte, o ‘Canhotinha de Ouro’ reassumiu a condição de titular da equipe.

1994

As mudanças no tetra começaram antes do início da Copa. O então capitão Ricardo Gomes se contundiu durante a preparação e foi cortado. Para o seu lugar na lista, Ronaldão foi escolhido. Para o time. Márcio Santos foi o escolhido, e Raí ficou com a faixa de capitão.

No jogo de estreia, houve outra mudança por contusão, e outra vez na zaga. Ricardo Rocha deu lugar a Aldair. Ele só não deu adeus a Copa, porque pediu para a comissão para ficar.

Nas oitavas, Raí deixou a equipe e também a faixa de capitão, que passou a ser Dunga. O titular na vaga de Raí foi Mazinho.

Neste mesmo jogo, Leonardo, então titular da lateral esquerda, foi expulso e tomou uma suspensão até o fim da Copa. Branco assumiu a condição de titular.

Em comparação com a escalação do primeiro jogo, até a final aconteceram três mudanças.

2002

Em 2002, a primeira mudança aconteceu um dia antes da estreia. Emerson, capitão da equipe, quebrou o braço no rachão e ficou fora da copa. Para o lugar dele, Ricardinho foi chamado. Juninho Paulista virou titular.

Alguns nomes entraram nos jogos seguintes contra China e Costa Rica, devido a fragilidade dos adversários.

A única mudança em relação a escalação inicial e a final foi a entrada de Kléberson, no lugar de Juninho. A mudança foi feita no jogo de quartas, e permaneceu ate a ultima partida.

Então fica a dica para os que são supersticiosos: para vencer na Copa, é preciso mudar.

Crédito da foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm



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