Veja cinco motivos que explicam o sucesso da Costa Rica

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A Costa Rica já é a zebra desta Copa do Mundo de 2014 e, após conseguir se classificar no Grupo da Morte, deixando para trás ao menos dois campeões mundiais, Lo Ticos podem sonhar até em ficar entre uma das oito melhores seleções do mundo.

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O desempenho surpreendente para a maioria é, na verdade, sobretudo para os costarriquenhos, o resultado de um trabalho iniciado há alguns anos e que em 2002 e 2006 colocou a Costa Rica nas Copas, mas que foi reajustado após a não classificação para a África do Sul. Sendo assim, vejamos abaixo os motivos deste sucesso:

Manutenção de jogadores “experientes” e calejados pelo fracasso: A não classificação para 2010 não afastou Navas e B. Ruiz da seleção, mas apenas os tornou mais fortes para liderar a nova Costa Rica montada desde então. Não é à toa que o camisa 10 é o capitão do time e, quando não está em campo, entrega a braçadeira para o goleiro;

Surgimento de novos talentos: Campbell é, sem dúvidas, o principal nome de Costa Rica e está no Arsenal. O craque de 21 anos surgiu como símbolo desta renovação e com força, habilidade e velocidade tem dado conta do recado e substituído à altura nomes como Wanchope e Fonseca;

Esquema tático acostumado a grandes adversários: O 5-4-1 (sem a bola) ou 3-6-1 (com a bola) montado por Jorge Luis Pinto já provou dar certo contra grandes seleções no período que antecedeu a Copa do Mundo. Ao longo desses quatro anos, o time venceu os EUA (1 a 0), empatou com a Espanha (2 a 2) e perdeu para o Brasil (1 a 0) em duelo dificílimo;

Treinador acostumado com o futebol costarriquenho: Jorge Luis Pinto passou pela seleção costarriquenha nas Eliminatórias de 2006 e, apesar de não ter concluído o trabalho, teve importante participação na classificação obtida para o Mundial da Alemanha. Depois, comandou a seleção de seu país, Colômbia, mas fracassou ao não classificá-la para a África do Sul. Escolhido para substituir Ricardo de La Volpe, Pinto reassumiu a Costa Rica em 2011 para fazer história;

Habilidade, inteligência e velocidade: Quando a bola rola, é impossível não se impressionar com a capacidade técnica que a Costa Rica tem para controlar a bola. Desde o golero Navas, passado pelos defensores Duarte e Diaz, pelos meio campistas Bolaños e B. Ruiz e pelo atacante Campbell, o time de Costa Rica conquistou a simpatia de todas e não só por ser o Davi em terra de Golias, mas principalmente por saber explorar os espaços deixados pelo adversário, como muito bem ressaltou Prandelli após o jogo.