Adeus de Xavi mostra que geração espanhola está ‘morrendo’

Xavi

George Eliot já dizia, em cada despedida existe a imagem da morte. E a aposentadoria de Xavi da seleção espanhola não poderia ser diferente, a geração espanhola vitoriosa está “morrendo” aos poucos.

A estreia de Xavi na seleção principal foi em um amistoso contra a Holanda, em 2000 (2×1 para a Laranja Mecânica). Anteriormente, Xavi tinha participado da espetacular campanha da seleção espanhola na Eurocopa Sub-17 (1997) e Copa do Mundo Sub-20 (1999) e conquistado prata nos Jogos Olímpicos de Sidney. O jovem jogador nem imaginava que em alguns anos ele participaria da melhor era espanhola no futebol nacional e mundial.

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A chegada de Luis Aragonés ao comando da seleção, em 2004,tornou-o “dono” da equipe, responsável por ditar o ritmo de jogo e aprimorar o esquema conhecido como tiki-taka. E em 2008 e 2012 foi campeão da Eurocopa e em 2010, conquistou o título inédito, a Copa do Mundo. Esse período, foi a melhor fase do meia catalão, sendo eleito um dos melhores meias da história do futebol.

Pela história do meia, o seu fim na Furia poderia terminar glorioso se ele tivesse encerrado a sua história pela Espanha em 2012. Porém, o principal praticante do tiki-taka viu a sua seleção decepcionar e sofrer vexame no Mundial desse ano. Xavi não estava na sua melhor forma e participou apenas de um jogo, a goleada da Holanda.

Xavi jogou 133 partidas pela seleção espanhola (9365 minutos), sendo o terceiro jogador com mais jogos, 100 vitórias, 13 gols, dono de uma visão de jogo fantástica e de passes extremamente precisos e cinco títulos no total. Essa foi a história de Xavi que não terminou com um final feliz, mas contem glórias, conquistas e genialidade.

Foto: Getty Images