E se Di María tivesse jogado a final?

Di María

O Real Madrid impediu que Angel Di María, craque da Seleção Argentina, jogasse a final da Copa do Mundo contra a Alemanha, no último dia 13 de julho, segundo mencionado no Diário Uol. Não precisa ser um gênio da análise tática de futebol para concluir o quanto o resultado poderia ter sido afetado, ou o quanto a Alemanha teria sofrido para sair vencedora do embate caso o atacante estivesse em campo aquele dia. Quem sabe, somente nos pênaltis, como ocorreu em 2006.

Na última temporada, Di María fez uma campanha espetacular na Liga Espanhola e na Champions League. Muito melhor que a de Lionel Messi no Barça, diga-se. No começo da Copa, talvez desgastado pelos torneios de clubes, mostrou algum cansaço físico e pouca regularidade, mas a partir do jogo contra a Nigéria, ainda na fase de grupos, conseguiu manter o ritmo de jogo. Na partida seguinte, já nas oitavas de final, contra a Suíça, foi um chute dele colocado no canto do goleiro helvético que decretou a classificação platina para as quartas de final. Além disso, foi o jogador que conseguiu ajudar na marcação pela esquerda e dar opções para Messi armar suas jogadas. Claro que fez uma tremenda falta na final!

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Real Madrid impediu Di María de jogar final da Copa

Senão, vejamos: no jogo final, a Argentina entrou emocionalmente enfraquecida por não poder contar com um de seus melhores e mais habilidosos craques, um jogador que volta para marcar, corre pela lateral e constrói jogadas, inverte o lado do campo, chuta a gol e, se bobear, ainda cozinha e conserta motor de automóvel. Polivalente, como a Argentina precisava naquele confronto. Aí temos um Higuaín que, além de irregular em toda a Copa, perdeu uma das grandes oportunidades de marcar ainda no primeiro tempo. Para piorar, Sabella – não se entende por que razão – ainda tirou Lavezzi no intervalo.

Di María

Justo o cara que ajudava a dar movimento ao ataque na ausência de Di María, que atrapalhava a marcação germânica. E para piorar ainda mais, colocou Palácio, um jogador que, por melhor que desempenhe no futebol italiano, jamais provou que sua convocação para a Albiceleste era minimamente justificável. Mostra disso foi a canelada que deu na bola, na cara do goleiro, outra das chances desperdiçadas pela equipe platina. Com tudo isso, fica fácil de imaginar que, não apenas teria a Argentina um monstro sagrado compondo o elenco contra a equipe alemã, mas que até mesmo Messi teria mais segurança e, no frigir dos ovos, todo o time jogaria melhor.

Só tem um detalhe nisso tudo: futebol não é e jamais será feito de “se”. Mas que faltou um Angel naquele dia, isso faltou.

Reprodução: Getty Images



Redator, professor e compositor. Tive a honra de começar minha jornada no Departamento de Telejornalismo da Bandeirantes, junto a Mauro Beting. Fã dos esportes em equipe, sou um devoto dos torneios internacionais. Acredito que o futebol, como qualquer paixão, tem que ser vivido no coração e na mente. Sem excessos e com bom senso.