Final inédita na Libertadores ‘frustra Papa’ aos 48 do segundo tempo

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Paraguai, quarta-feira, 32 mil pagantes no Defensores del Chaco, dois clubes que nunca haviam chegado a uma final de Libertadores da América, muita raça, muita pegada mas pouco perigo as metas adversárias. Nacional (não aquele que é o mais conhecido, e sim o do Paraguai, desculpe o trocadilho) e San Lorenzo abençoado pelo Papa Francisco.

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Um jogo muito pegado como é uma boa partida da competição, jogadores mostrando toda sua raça para ser campeões, mas o futebol não é aquele digno de uma final. Alguns lances de perigo daqui, outros de lá, uma bola na trave, dois gols, poucas defesas dos goleiros e muitos chutes errados sem algum tipo de perigo. Para chegar a essa final, os dois clubes contam com um ótimo retrospecto em casa, pois nenhum dos dois ganhou fora de casa, apenas dentro de casa onde é o seu dever ganhar. O time do Nacional fez uma ótima primeira semi-final contra o Defensor jogando em casa mas nessa primeira final não conseguiu repetir o desempenho.

O primeiro tempo da final foi bem disputado, nenhuma equipe tomou as rédeas da partida, muito menos abriu espaços para contra-ataques do adversário, correndo o risco de tomar um gol. Lembrando que na final não existe o fator gol fora de casa que muitas equipes sabem usar, e muito bem, nessa competição. É ganhar ou ganhar. Empate no saldo de gols, prorrogação e se ainda persistir o empate, aquele velho nervosismo legal de assistir, se claro não for o seu time, dos tão temidos pênaltis.

O segundo tempo não teve muita coisa de mais também, um jogo bem morno por se tratar de uma final, mas o San Lorenzo marcou com o Matos, aniversariante do dia, numa bela jogada pela direita e um belo chute de primeira após cruzamento e faltando 30 segundos para o fim do jogo, o time paraguaio empata com Santa Cruz. Mas se for dizer um candidato ao título agora, ao fim do primeiro jogo eu cravaria os argentinos.

Decidem em casa com toda sua torcida que está cobrando há tempos um título importante internacional, tem o Papa ao seu favor, e leva uma boa vantagem com a vitória, fazendo assim com que a equipe paraguaia tenha que sair para o jogo para ganhar e ser campeã. O San Lorenzo conta com jogadores de bom nível como o Romangoli, Piatti e a sua incrivel dupla de volantes. O primeiro é o principal jogador do meio-campo argentino, que arma as jogadas e sempre a bola passa em seus pés, e o segundo é um jogador muito rápido e ótimo driblador, além de bom finalizador que já está vendido e não deverá atuar a segunda final. E a dupla de volantes faz jus ao time que está a um passo do título, lembrando assim Atlético ano passado, Corinthians em 2012, São Paulo em 2005 entre outros campeões. Ortigoza e Mercier se conhecem bem assim como Leandro Donizete e Pierre pelo Galo, Ralf e Paulinho pelo Corinthians, Mineiro e Josué pelo São Paulo. Mostrando assim mais uma vez que um bom time tem que ter bons 2 volantes que saibam atacar e acima de tudo defender a sua defesa.

O cenário era todo argentino apesar do jogo ser no Paraguai. A torcida que se escutava nos 90 minutos de jogo era a argentina. Isso porque o time paraguaio não é um dos maiores do país e possivelmente havia outros torcedores de outros times no estádio acompanhando o jogo, e por isso a torcida paraguaia não tinha tanta força.

O gol foi um golaço do Matos. Uma bela trama pela direita do ataque, passando por Romangoli, Ortigoza, e terminando com uma bela finalização de primeira do atacante após um bom cruzamento. Com esse gol, a vantagem seria maior para o clube argentino, mas aos 48 minutos do segundo tempo Santa Cruz recebe na área e empata para os paraguaios! Final empatada, e decisão prorrogada para a Argentina! Mas o favoritismo ainda fica com o San Lorenzo.

É uma pena não ver times brasileiros nem entre os 4 nessa edição na qual tivemos Botafogo, Grêmio, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Flamengo. Ano que vem estaremos lá de novo com novos representantes e talvez algum realize uma boa campanha.

Um grande abraço, bom resto de semana para você!



Jovem estudante de jornalismo, com quase 20 anos de vida e todos eles amando o futebol. Escrevo com a razão se sobrepondo sobre a emoção mas não deixo essa esquecida. Gosto de qualquer outro esporte que esse mundo possa nos apresentar, e procuro conhecer as suas regras primárias. Exponho as minhas opiniões sobre diversos assuntos e espero ajudar no entendimen