Valdívia diz que sheik desistiu de contratá-lo para construir escolas e hospitais

Após a polemica venda mal sucedida, o meia Valdívia, concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol do Palmeiras, na tarde desta quinta-feira.

Brunoro deu início a entrevista defendendo o chileno “O Palmeiras, ouvindo as argumentações do atleta, recebendo a documentação necessária, estamos junto com o atleta nesta reintegração”, disse o dirigente que garantiu que o Valdívia foi vítima nessa história.

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O meia disse que a negociação com o Al Fujairah estava fechada. O jogador revelou que vestiu a camisa e foi apresentado como reforço, mas o pai do Sheik, responsável pelo clube, mudou de ideia e preferiu utilizar o dinheiro de outra maneira.

“O pai do sheik teria tirado o apoio do filho, porque disse que era muita grana, e isso poderia ser usado para construir hospitais e escolas. Para o Palmeiras, foi passado que eu não teria acertado os valores, o que eu desminto, já mostrei as provas. Fiquei muito surpreso”, revelou.

Valdívia explicou que em nenhum momento desapareceu, o meia contou que após fechar com o clube árabe, ele ganhou alguns dias de folga, já que o país está celebrando o Ramadã, e tinha que se reapresentar só no dia cinco de Agosto, na Alemanha.

“Fui recebido por torcedores, gerentes do clube, imprensa…Fiz exames, esperamos a assinatura do contrato, e pedi as férias, aceitas por eles. Estava tudo certo até então, mas não assinamos porque no país estava sendo celebrado o Ramadã, que é totalmente diferente do que é comum para gente. Quando voltei de férias soube que estava cancelado, dizendo que não tinha acertado valores, mas isto é mentira. Vamos ver com o departamento jurídico qual o próximo passo”, acrescentou o jogador.

Em seu retorno, o jogador disse que não teme um possível clima ruim com o restante do elenco “Clima para ficar no Palmeiras acho que não é ruim, volto com a mesma motivação de sempre, conheço os jogadores”.

O meia tratou de deixar claro que enquanto a janela estiver aberta para transferências, ele poderá deixar o clube em definitivo, já que o próprio presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, garante que não existe jogador inegociável.

“O Palmeiras precisa de dinheiro. O presidente disse muitas vezes que ninguém é inegociável. O clube recebeu uma proposta e assinou todos os documentos, que garantiam a minha saída do clube. O Palmeiras precisava de grana, chegou uma grana que o clube aceitou. Abri mão de 10% para ajudar o clube. Concordamos em todos os termos e fui vendido. Se vier mais uma proposta, quem decide primeiro é o clube. Se decidirem se é boa, ou não, eu sou chamado. Esse é o procedimento normal”, disse o meia.

Valdívia aproveitou a oportunidade para responder a Osório Furlan, dono de 36% do passe do jogador, que disse que o meia foi o maior mico dele e do Palmeiras “Não devo nada a ele, eu jogo para o Palmeiras. Ele ajudou o clube e não eu”.

Após retomar os treinos, o técnico Ricardo Gareca, espera poder contar com o meia já para a partida contra o São Paulo, no próximo domingo.

Foto: Reprodução