Brasil vence a surpreendente França e está na final do Mundial de Vôlei

O Brasil teve muito trabalho para vencer a França por 3 sets a 2, com parciais de 25-18, 23-25, 25-23, 22-25 e 15-12, mas chegou à quarta final consecutiva no Mundial de Vôlei. Desde a chegada de Bernardinho ao comando da seleção masculina, em 2001, os brasileiros nunca deixaram de chegar à decisão.

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Com a força do bloqueio e bons ataques de Wallace e Lucão, o Brasil conseguiu se impor à brilhante partida feita pelo francês Ngapeth para conquistar a vaga. Agora, o time de Bernardinho aguarda o vencedor do duelo entre Polônia e Alemanha. A final será disputada neste domingo (21), às 15h, com transmissão do SporTV.

A partida começou com domínio brasileiro. A seleção de Bernardinho acertava bem no bloqueio com Murilo e Lucarelli, que também se destacava no ataque. O time do Brasil foi para o primeiro tempo técnico com quatro pontos de vantagem. Na sequência, os brasileiros continuavam impondo sua força com bons ataques. A França mal conseguia esboçar uma reação.

A parcial seguiu com domínio brasileiro. No segundo tempo técnico, a diferença já era de sete pontos. A partir daí, os franceses conseguiram melhorar na partida e reduziram a vantagem do Brasil a quatro pontos. O time de Bernardinho não deixou o ritmo cair e manteve a dianteira até fechar o primeiro set em 25 a 18.

No segundo set, a França mostrou recuperação e manteve a liderança durante todo o começo da parcial. O domínio brasileiro visto no começo do jogo começava a se inverter quando os franceses colocaram seis pontos de vantagem, frutos de uma melhora no ataque e até no bloqueio.

Mas esse era justamente o fundamento que marcava a partida brasileira nessa semifinal. Com um ótimo bloqueio de Vissotto, o Brasil reduziu a vantagem francesa para três pontos e forçou um pedido de tempo do técnico adversário. A reta final do set foi mais emocionante. Lipe, no saque, conseguiu dois aces seguidos e reduziu a diferença a um ponto.

Apesar de conseguir empatar duas vezes, o Brasil não conseguia virar a bola na quadra adversária. A França aproveitou e fechou o set em 25 a 23, igualando o jogo, graças à atuação do grande destaque francês, Ngapeth.

O terceiro set começou muito equilibrado, sem nenhuma vantagem considerável nos primeiros pontos. A França foi na frente para o primeiro tempo técnico com 8 a 7 no marcador. O Brasil, assim como na reta final do set anterior, conseguia empatar, mas tinha dificuldades para ultrapassar os franceses.

Quando conseguiu, o Brasil não mostrou força para abrir vantagem e acabou ultrapassado de novo pela seleção da França. Nesse momento, o time brasileiro reagiu e conseguiu encaixar bons ataques. A disputa pela liderança do set estava acirrada, ponto a ponto.

A reta final dessa parcial marcou a volta do bom bloqueio brasileiro com Lucão e Wallace. A reação valeu a vantagem que o Brasil precisava para fechar a parcial em 25 a 23, abrindo 2 sets a 1 no jogo.

No quarto set, a França entrou pressionada pela obrigação de forçar um tie-break e começou com um ritmo mais forte. Ngapeth, assim como nas duas parciais anteriores, era destaque defendendo e atacando. No Brasil, Sidão continuava bem na partida e conseguiu reduzir a diferença no ataque e no saque. O primeiro tempo téncico aconteceu com um 8 a 6 a favor dos franceses.

Nessa parcial, um lance bizarro acabou com um ponto para a França. Após ataque brasileiro, o time francês salvou a bola e virou o contra-ataque a seu favor. No entanto, os jogadores brasileiros tiveram a impressão, bem como parte do ginásio, de que a bola havia tocado o chão na defesa francesa.

Bernardinho usou o desafio, mas nenhuma câmera instalada pela FIVB conseguiu fazer a imagem da bola. Prevaleceu, assim, a decisão original da arbitragem, que considerou que a bola não bateu no chão.

O Brasil finalmente chegou a empatar o placar com um bom ataque de Lucão pouco antes do segundo tempo técnico. Um bloqueio triplo levou o time de Bernardinho à liderança nessa parada. A França não permitiu uma disparada e voltou a ultrapassar os brasileiros com um ace após bobeada de Mário Jr, e um bom ataque de Ngapeth.

Com dois pontos de desvantagem, Bernardinho parou o jogo, mas não conseguiu barrar o embalo francês, que chegou à casa dos 20 pontos com dois de vantagem sobre os brasileiros. O saque brasileiro continuava errado e a França disparava. Esse apagão dos atuais campeões mundiais permitiu a vitoria francesa no set por 25 a 22.

O Brasil despertou no início do tie-break e não permitiu que a França voltasse a liderar desde o começo com havia feito nas outras parciais. Mesmo assim, o time de Bernardinho continuava a errar saques e não abria distância segura.

A força brasileira ainda estava nos ataques certeiros de Wallace, mas a França não desanimou em momento algum. A pressão aumentava para ambas as equipes à medida em que o set avançava. Os erros de saque passaram a ser vistos nos dois lados.

A vantagem brasileira continuava na casa dos dois pontos, mas constantemente ameaçada pelo grande desempenho do francês Ngapeth. Na reta final, porém, prevaleceu a força da camisa do Brasil, que abriu boa vantagem no saque de Rafael. Suficiente para fechar o jogo em 15 a 12 e levar a seleção a mais uma final de Mundial.

Foto: Divulgação/FIVB



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.