Briga política no São Paulo está prejudicando o time dentro de campo

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A briga pública entre o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e o ex-mandatário Juvenal Juvêncio está afetando o desempenho do time dentro de campo. Há três partidas a equipe não sabe o que é vencer. Depois de bater o Cruzeiro por 2 a 0 na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time foi derrotado pelo Coritiba por 3 a 1, para o Corinthians por 3 a 2 e arrancou um empate com o Flamengo por 2 a 2.

Para piorar, caiu para o 3º lugar na tabela. A distância para o Cruzeiro, o líder, que já foi de quatro pontos aumentou para nove. O São Paulo praticamente deu adeus às chances de disputar a taça de campeão brasileiro.

Pode ser coincidência. Mas é inegável que o ambiente do São Paulo ficou pesado com a briga dos cardeiais Aidar e Juvenal. Tudo começou quando Aidar criticou, em entrevista à “Folha de S.Paulo”, no dia 10 de setembro. O atual presidente afirma que encontrou o clube endividado e que Juvenal era ultrapassado como dirigente.

No dia seguinte, Juvenal rebateu. A guerra no São Paulo ficou declarada em uma carta aberta escrita pelo ex-presidente, em que rebatia os argumentos de Aidar.

No dia 15 – e um após a vitória sobre o Cruzeiro – Aidar demitiu Juvenal. O ex-presidente era o diretor das categorias de base do Tricolor. E, desde então, o São Paulo desceu a ladeira dentro de campo. Juvenal é poderoso, mesmo sem cargo no Morumbi. Foi graças ao apoio dele que Aidar se elegeu presidente. Rogério Ceni, goleiro, capitão e ídolo, é próximo ao ex-mandatário.

A briga política afectou o time, que ainda não encontrou o rumo desde que venceu o líder Cruzeiro. Para o bem do Tricolor, é bom que a temperatura política volte ao normal.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.