Ídolo no Pride, Wanderlei Silva teve carreira melancólica no UFC

Quando Anderson Silva era apenas mais um lutador brasileiro e José Aldo dava seus primeiros passos nos ringues profissionais, Wanderlei Silva era rei no Japão. O curitibano foi um dos maiores nomes do Brasil no Pride Fighting Championship, evento que chegou a ser maior que o UFC.

Pelo estilo agressivo de lutar e pelos muitos nocautes que acumulou na carreira (25 de suas 35 vitórias aconteceram assim), Wanderlei ganhou dois apelidos: Cachorro Louco e Assassino do Machado este último mais popular entre os estrangeiros.

Mas se reinou no Japão e entrou para a história do MMA no Pride, a carreira de Wanderlei no UFC não teve nada de boa. Antes de ficar de vez no evento, em 2007, o paranaense fez três combates pela organização (venceu um e perdeu dois, sendo um deles o célebre nocaute sofrido em 44 segundos para Vitor Belfort).

Quando voltou, em 2007, foi derrotado por Chuck Liddell por decisão unânime no UFC 79. Até aí, tudo bem, afinal, Liddell era o ex-campeão dos meio-pesados. A situação não demoraria a ficar crítica.

Depois de um grande nocaute sobre Keith Jardine no UFC 84, Wanderlei emendou duas derrotas seguidas: para Quinton “Rampage” Jackson, seu grande rival no Pride, por nocaute, e para Rich Franklin na decisão. Na sequência ele venceu Michael Bisping na decisão dos jurados, mas em seguida ele seria nocauteado por Chris Leben com apenas 27 segundos de luta.

Wanderlei se recuperou com um nocaute sobre Cung Le em seguida. Mas não embalou e, de novo, perdeu para Rich Franklin na decisão.

A despedida, porém, foi digna. Em Saitama, no Japão, Wanderlei nocauteou Brian Stann de forma incontestável no outubro de 2013. Foi a última exibição do Cachorro Louco. Um dos poucos bons momentos do ídolo dos ringues no octógono.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.