Opinião: É mais fácil Palmeiras sair da crise do que Weidman lutar com Belfort

A situação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro é crítica. O time é o lanterna do torneio, com 22 pontos conquistados em 23 partidas. Mas ultimamente está mais difícil o Verdão sair da draga do que Vitor Belfort disputar o cinturão dos médios (Até 84 kg) do UFC, que está sob a posse do norte-americano Chris Weidman.

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Primeiramente, Belfort demorou a receber nova oportunidade de tentar o título do UFC. Após ser nocauteado por Anderson Silva no UFC 126 (fevereiro de 2011) e finalizado por Jon Jones, em luta pelos meio-pesados no UFC 152 (setembro de 2012), o carioca nocauteou Michael Bisping, Luke Rockhold e Dan Henderson. Em cada vitória, pediu por nova oportunidade. Quando, enfim, a oportunidade chegou, Belfort ficou na vontade.

Inicialmente, o duelo contra Chris Weidman foi marcado para o UFC 173, que aconteceu no dia 24 de maio. A luta não aconteceu porque meses antes do combate a Comissão Atlética de Nevada, que cuida das questões referentes ao doping no UFC, proibiu o uso do Tratamento de Reposição de Testosterona. Como não teria tempo de se adaptar às novas regras, Belfort foi substituído pelo compatriota Lyoto Machida, que foi derrotado por Weidman no UFC 175.

A luta entre Belfort e o campeão foi, então, remanejada para o UFC 181, que acontecerá dia 6 de dezembro, também em Las Vegas, nos EUA. Mas ele terá de esperar novamente: Weidman quebrou a mão esquerda durante os treinamentos e não vai se recuperar a tempo. A tendência é que o embate seja apenas em fevereiro de 2015.

Já o Palmeiras pode, com um triunfo nesta quinta-feira (25) diante do Vitória, deixar o Z-4 do Campeonato Brasileiro. Mais rápido e, talvez, menos sofrido do que a espera de Vitor Belfort por uma nova oportunidade de lutar pelo cinturão do UFC.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.