Patrícia Moreira não comparece a evento contra o racismo

No último sábado aconteceu um evento contra o preconceito batizado de “Conquistando o Inimigo” em um Shopping popular de Belo Horizonte. O acontecimento contou com às presenças ilustres do ídolo do Atlético-MG, Dadá Maravilha, e do jogador do Cruzeiro Tinga, mas uma em especial era esperada e acabou faltando. Trata-se de Patrícia Moreira, envolvida no caso de racismo contra o goleiro Aranha e apesar da ausência, ela acabou se justificando.

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A gremista já havia confirmado presença no evento, porém Patrícia enviou uma mensagem afirmando o motivo de não estar presente.

“Não poderei participar do painel proposto neste sábado, pois o escritório de advocacia que cuida do meu caso precisará se reunir comigo nesse final de semana para tratar detalhes do meu processo, o que me impossibilitará de sair de Porto Alegre”, escreveu Patrícia.

O painel faz parte do Festival Nacional Sem Preconceito e aconteceu no Shopping Uai, no centro de Belo Horizonte. Com Tinga como a principal atração, pois ele vivenciou insultos racistas na Libertadores deste ano, a missão do debate era falar sobre o preconceito no futebol e o evento foi mediado pelos presidentes da Central Única das Favelas (CUFA) do Rio Grande do Sul, Manoel dos Santo, e o de Minas Gerais, Francislei Henrique.

Com à palavra, Dadá Maravilha mostrou-se contra a exclusão do Grêmio na Copa do Brasil. “Não concordo, o clube não pode pagar por erro de pessoas que não tem nada a ver com o clube dentro de campo. O torcedor que chama o jogador de macaco que tem que ser punido, não o clube, é uma coisa imbecil isso”, disse ele.

Já Tinga preferiu não falar da punição do clube gaúcho. “É muito relativo. Se fosse falar pelo lado dos jogadores, sei que eles não tem nada a ver com isso, não se planejaram para isso. Minha luta não é para punir alguém é para construir”, explicou o volante do Cruzeiro.

O atleta, desde que passou pelo constrangimento na Libertadores de 2014 em um jogo no Peru, sempre é convidado para esses eventos, mas por conta dos jogos era difícil participar. “Sempre fui convidado para esses eventos, não dava era para conciliar com futebol, que tem jogo todo final de semana. Como teve essa lesão, infelizmente, aí abriu esse tempo. Hoje tenho espaço para fazer o que nunca tive tempo de fazer”, disse Tinga.

 

 



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.