Quadrados mágicos explicam briga pela Libertadores; confira análise

Cruzeiro, São Paulo, Internacional e Corinthians são, hoje, os quatro clubes que estão na briga por uma vaga na Libertadores da América do ano que vem. Com jogadores badalados e elencos qualificados , os quartetos ofensivos veem se destacando no campeonato e gerando preocupação para os adversários. O torcedores.com tratou de desvendar o jogo tático dos quadrados mágicos dessas equipes; confira:

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cruzeiro
A comissão de frente do líder Cruzeiro é regida pelo maestro Éverton Ribeiro, o meia-artilheiro Ricardo Goulart, o jovem Marlone e o matador Marcelo Moreno. O primeiro além da facilidade para criar jogadas e deixar os companheiros na cara do gol, tem um ótimo arremate de fora da área, além de ser cobrador de faltas.

Goulart, apesar de ter sua função caracterizada como de meia, joga mais no ataque, tanto que é um dos artilheiros do clube e do campeonato na temporada. Atua, por diversas vezes, como um falso 9. Falso por que o verdadeiro é o Marcelo Moreno, artilheiro isolado do Brasileirão. O brasileiro naturalizado boliviano flutua na área adversária, puxando a marcação e abrindo espaços pra quem vem de traz. Marlone é uma espécie de elemento surpresa, quando menos se espera ele aparece com algum lançamento incrível ou alguma tabela fatal.

são paulo
O Tricolor paulista está dando o que falar com a qualidade do seu setor ofensivo, que aliás, é praticamente formado com a ajuda dos rivais. Paulo Henrique Ganso, ex- Santos, Alexandre Pato, ex- Corinthians e Alan Kardec, ex- Palmeiras, além do ídolo Kaká, são peças fundamentas para que o São Paulo brigue, rodada a rodada, com o Cruzeiro pelo título do Brasileirão.

Ganso, camisa 10, é o grande responsável pela criação do time mas, sua função não se restringe apenas em criar. Ele também e fundamental no setor defensivo, já que quando está sem a bola, volta para ajudar a marcação, assim como Kaká, que apesar da idade (ou por causa dela) fica muito mais no apoio, principalmente para que os laterais possam subir ao ataque, o que não lhe impede de aparecer como surpresa dentro da área.

A dupla de ataque, formada por Pato e Kardec, estão em pura harmonia e entrosamento. Ambos são os responsáveis por mais da metade dos gols do São Paulo nas últimas sete partidas e estão na briga pela artilharia da competição. Os atacantes ainda voltam para ajudar na marcação.

internacional
Para o Internacional não deve ser muito difícil brigar por uma boa colocação, principalmente, quando se tem Aránguiz, D’Alessandro, Alex e Rafael Moura, este que deve perde espaço no time titular para o atacante Nilmar. Volante de ofício, o chileno Aráguiz é responsável por dar o primeiro combate no ataque adversário, porém, sempre realiza um trabalho extra, criando jogadas e fazendo seus gols.

D’Alessandro, ídolo colorado, é habilidoso e em qualquer parte do campo, mas atua flutuando no setor ofensivo do Inter. Ora está no meio, ora nas laterais e quase sempre surge dentro da área. Alex abre espaços na defesa adversária, deixando o caminho livre para os companheiros, mas quando está inspirado e com sorte, arremata muito bem de longa distância. Além disso é um excelente cobrador de faltas e escanteios.

O atacante He-Man é a referência no ataque do Inter, apesar de ter amargado um longo jejum sem marcar, é importante para atrair a marcação adversária, deixando quem vem de traz aparecer e surpreender.

corinthians
Já o alvinegro paulista não tem uma formação ideal definida. O técnico Mano Menezes ainda não tem o parceiro certo para formar dupla com o peruano Paolo Guerrero.Luciano e Angél Romero são as principais opções, mas nós, por quantidade de partidas, colocamos o jovem que veio do Avai como o titular da posição, ou seja, o quarteto mágico do Timão é formado por Elias, Jadson, Guerrero e Luciano.

Elias é o típico faz tudo, ele defende, cria e ataca. Apesar de ser volante, é peça fundamental no setor ofensivo do Corinthias. Apelidado de Jadshow, o camisa 10 não vem agradando o técnico e acabou herdando a reserva de Renato Augusto, mas participou de mais da metade dos jogo do alvinegro neste Brasileirão. É o maestro responsável pela criação, e o especialista em bola parada.

Guerrero é o camisa 9, aquele das antigas. Sua função é a de única e “exclusivamente” fazer gols. Luciano é quem corre pelos lados do campo, tanto no ataque como ajudando a defesa…

E ai, será que alguém vai conseguir parar esses quartetos mágicos e fantásticos?