Opinião: São Paulo jogou mal, mas foi prejudicado pela arbitragem

O São Paulo teve teve uma atuação extremamente aquém do esperado no clássico contra o Corinthians, mas foi prejudicado pela arbitragem.

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Com a ausência de Pato, Luís Fabiano era o responsável pela reconstrução do ‘quadrado mágico’, que possui 7 vitórias em 7 jogos. Era. Não foi. Inexistente em campo, foi substituído logo no intervalo.

Tolói, até então soberano na zaga Tricolor com excelentes antecipações, deixou o campo machucado logo no início. Foi o início do fim.

Antonio Carlos entrou em seu lugar totalmente sem ritmo de jogo e desentrosado com Edson Silva e os laterais. Com isso, nosso sistema defensivo, que já tinha o capitão e organizador Rogério Ceni como desfalque, se perdeu em campo.

Sem proteção defensiva, a equipe abdicou do ataque para doar-se à recomposição da defesa. Desta forma, achamos dois gols de bola parada. Restava, então, ajustar as peças para levar a vitória par casa.

Foi aí que o lado obscuro do adversário veio à tona. Primeiro, um pênalti ABSURDO marcado ainda no primeiro tempo. Antonio Carlos corria contra sua própria meta, a menos de um metro da jogada quando no bate-rebate a bola triscou em seu braço. Curiosamente, a marcação veio depois que a bola já estava na lateral.

Uma jogada completamente involuntária de um jogador que não posicionou seu corpo de forma a estar correndo risco de resvalar no seu braço. Não! Ele estava correndo contra sua própria meta. Que absurdo!

Já no segundo tempo, um carrinho imprudente de Álvaro Pereira (na bola) mas com força desproporcional, marcou-se a segunda penalidade com expulsão do nosso jogador. Aí, amigo, em um clássico tenso e na casa deles, tivemos que correr atrás da bola. E nada mais.

Na verdade, a derrota já estava sacramentada havia muito tempo. Mas isso vai muita além da fraca apresentação do São Paulo.

Foto: Getty Images



Redator publicitário e editorial, colunista no site Por Baixo das Pernas e depoente no filme Soberano 2. Acredita que mulher, cerveja e futebol são os propósitos da vida.