Palmeiras-14 tem semelhanças com outros grandes que já foram rebaixados

valdivia

O Palmeiras está na última posição do Campeonato Brasileiro da Série A e, pelo que se viu nestas vinte e três rodadas, é um dos fortes candidatos a disputar a Segunda Divisão no ano que vem.

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Contudo, além do que o próprio Palmeiras tem produzido, há algumas semelhanças com outros clubes rebaixados que reforçam a sensação de que o final desse ano centenário será trágico.

O primeiro e mais evidente desses pontos é a questão da mudança de treinador. Gilson Kleina e Ricardo Gareca já passaram por lá, mas não deram jeito na situação e foram demitidos. Dorival Júnior assumiu o clube e, após a goleada de ontem (21) por 6 a 0 para o Goiás, ficou com a lanterna da competição.

O Vasco, nas duas vezes em que caiu, também teve três treinadores (em 2008, Antonio Lopes, Tita e Renato Gaúcho passaram pela equipe e, em 2013, Paulo Autuori, Dorival Junior e Adilson Batista dirigiram o time), enquanto o Grêmio em 2004 foi comandado por quatro técnicos (Adilson Batista, José Luiz Plein, Cuca e Cláudio Duarte).

As coincidências não param por aí e estão onde o Palmeiras tradicionalmente não tem problema: nos goleiros. Historicamente, o Palmeiras é uma referência na revelação de arqueiros, mas, este ano, está com dificuldades. Fernando Prass está lesionado e seus substitutos Fábio e Deola não inspiram confiança. No ano passado, o Vasco padeceu do mesmo pecado com Michel Alves, Alessandro e Diogo Silva, bem como o Grêmio em 2004 também se viu com problemas com Márcio e Tavarelli e o Atlético-MG, em 2005, não foi feliz com Danrlei.

Além disso tudo, todos os grandes que caíram na era dos pontos corridos tiveram defesas fracas, que foram vazadas muitas vezes. O Galo sofreu 59 gols em 42 rodadas, o Vasco, em 2008, 72 gols, e em 2013, 61 gols. O Grêmio, 80 gols em 23 jogos. Até agora, o Palmeiras já levou 36 gols em apenas 23 partidas.

No Palestra Itália, o alarme já está ligado e a Série B é cada vez mais uma realidade.

Foto: Getty Images