Zico, o maior embaixador do futebol no mundo

  Quando se fala a palavra futebol, logo se pensa em grandes ícones com Pelé, Maradona, Ronaldo para os mais jovens, Ronaldinho Gaúcho, entre outros. Entre esses “nomes badalados”, um nome também respeitado no mundo todo, mas que faz a diferença não somente por sua fama, é do o senhor Arthur Antunes Coimbra, o Zico.

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O “Galinho de Quintino”, como é chamado, ficou famoso por sua classe ao jogar, sua precisão e suas cobranças magistrais. O camisa 10 da Seleção Brasileira e do Flamengo conseguiu uma grande carreira, tanto no Brasil como na Itália. Fez mais que isso: elevou sua carreira ao patamar de disseminador do futebol.

Na década de 90, assim como Pelé fez nos EUA, Zico foi o responsável por desenvolver o futebol japonês, que almejava sediar uma Copa do Mundo e entrar no hall das grandes seleções mundiais. Com a chegada de Zico, também veio a profissionalização do futebol nipônico, que viria a tornar-se referência no outro lado do globo.

O sucesso está aí, com Zico sendo considerado praticamente um deus pelos japoneses e ter espalhado o futebol em um país em que os principais esportes eram o beisebol e o sumô. A J-League, como é chamado o Campeonato Japonês, tem média de público maior que o Campeonato Brasileiro (acredite) e os brasileiros são muito bem-vindos na terra do sol nascente.

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Em 2014, surge uma nova oportunidade, também na Ásia, para ajudar a desenvolver o futebol. A Índia é o novo destino, e o “novo mundo” do futebol, é a bola da vez. Zico será treinador do FC Goa, cidade que já foi colônia portuguesa (Até nisso pode facilitar a vida do treinador brasileiro), e contará com alguns nomes de peso para ajudar a desenvolver o futebol indiano. Um oásis, assim como foram Japão, China, Estados Unidos, entre outros. Trezeguet, o goleiro inglês David James, Ljungberg (ex-Arsenal), Capdevila, Luis Garcia e Del Piero são os nomes que irão jogar a Superliga Indiana.

Zico com certeza tem a fórmula certa para ganhar mais adeptos para o esporte bretão, além de ser a pessoa certa para cativar público e tentar popularizar o futebol no segundo país mais populoso do mundo. E a fórmula utilizada no futebol japonês e chinês será repetida, não se sabe com sucesso, mas a tentativa de “criar mercado”, de criar novos craques e dar mais chances em terrenos ainda não desbravados é um tiro certo.

Serão 8 times, estrutura ainda improvisada, utilizando talvez os estádios de críquete, mas o cenário é esperançoso e o investimento é alto. Quem sabe não estaremos falando, assim como falamos do Campeonato Brasileiro, Inglês, Espanhol e Alemão, da Superliga Indiana, que mesmo com uma qualidade inferior, será um grande atrativo para todos os amantes do futebol ficarem de olho nos próximos anos. E tudo isso por conta de Zico.

Foto: Getty Images



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.