Cruzeiro campeão: de coroa, a bola é blue!

O incontestável título do Cruzeiro tinha mesmo que ser batizado por águas oceânicas aquelas de um lindo mar azul, tingido pela luz solar refletida pelos corpos celestiais da Toca da Raposa. “Chuva anil” para o time que ano a ano “faz chover” no Brasileirão.Taça conquistada com o louvor dos gritos da torcida e dos límpidos pingos nos “is” pra lavar a alma em aplausos pluviométricos.

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Todo time gostaria de beber da fonte desse futebol natural e ao mesmo tempo extraordinário são toques com volume e densidade invejáveis é um banho de bola nos adversários, fazer o quê? Nos domínios cruzeirenses, a “pelota” é aquele sabonete com cheirinho de gol perfumado ah, quantas vezes ela ensaboou as redes nesse campeonato com o glamour e a suavidade de um Lux Azul Frescor.

Nessa tarde, os dois gols que selaram o troféu representaram o mergulho de cabeça no balneário Celeste para os selecionáveis Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro a esfera tinha o formato da gota de gratidão.

De coroa, a bola é blue e tudo fica azul, do trem à trova, das traves aos trilhos da vitória, com a noite chegando, o céu sobre o Mineirão parecia se desfazer naquela fumaça azulada e mais uma estrela se rendeu à competência do Cruzeiro e desceu escorregando na lua para demarcar o tetracampeonato brasileiro. Parabéns aos campeões, mais uma “página heroica, desses imortais”!

 

 



Jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é professor do Departamento de Televisão e Rádio da mesma faculdade.