Da arquibancada corintiana: Vem, Libertadores!

Libertadores

O Corinthians é um caso curioso. Passa o ano inteiro com atuações malemolentes, sonolentas. Aos que tinham dificuldade para dormir, sempre recomendei que abandonassem o Rivotril e assistissem a uma peleja do Timão.

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Mas na reta final a coisa revirou de um jeito que nos deu quatro vitórias consecutivas – seis vitórias e dois empates nos últimos oito jogos- e agora só uma tragédia homérica nos tira da Libertadores.

O que se viu em Itaquera ontem foi algo fantástico, dentro do que o futebol padrão Fifa permite hoje, com a ressalva aos xingamentos dos torcedores de balada aos que festejavam com sinalizador. Tudo bem, não pode, mas é de uma caretice danada. Um ser anti futebol moderno que viu Boca x River na última quinta-feira ficou até deprimido.

Mas aqui criticar não é o foco. O Corinthians entrou apertando o Grêmio, criando e não dando uma oportunidade sequer aos gaúchos. Quando perdíamos a bola, era bico pro mato e a redonda novamente estava em nossos pés.

O problema era que o gol não saía. Tentei fazer o impossível naquele momento e agir com racionalidade para constatar que vencer quatro seguidas era utopia. Daí lembrei que Guerrero tinha voltado. Primeiro quase fez um gol antológico, driblando tudo o que via pela frente; depois, foi fatal. A bola emperrava na grama, mas entrou, devagarinho, sofrido.

Para quem pensou que recuaríamos, nada. Marcação lá em cima. Mano deveria fazer mais por conta do salário que recebe e do nível dos jogadores que tem em mãos. Era obrigação ao menos fazer umas cócegas no Cruzeiro, mas demiti-lo depois de tudo isso não faz sentido algum.

Toma essa, Felipão! Convenhamos, quem protagonizou o papelão na Copa do Mundo não merecia de jeito nenhum terminar o ano na Libertadores. O grito da Fiel vingou alguns brasileiros engasgados, com certeza.

Partiu América!



Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.