De vilões a heróis: o dilema que o Inter enfrentou no Brasileirão 2014

Internacional x Palmeiras

Faltando ainda duas rodadas para acabar o Brasileirão 2014, é chegado o momento de fazer o balanço de tudo o que aconteceu dentro das quatro linhas com o Inter. Dentre todos os aspectos que marcaram o colorado nesse ano, um chama a atenção pela frequência com que ocorreu: a extrema instabilidade de seus jogadores.

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Foi de impressionar os altos e baixos que parte do elenco teve nesse ano. E também impressiona, na mesma medida, o quanto esse quadro atrapalhou ou ajudou a equipe em momentos cruciais da temporada.

Separamos três dos casos mais marcantes para analisar:

1 – Rafael Moura

Seu início interessante no Campeonato Gaúcho, no qual marcou sete gols, sendo um dos maiores goleadores da equipe, e a consequente conquista do título em cima do rival Grêmio, criaram a expectativa de que ele seria a solução para o ataque da equipe, que esperava, finalmente, quebrar o tabu de mais de 30 anos sem ganhar o Campeonato Brasileiro.

Quando a competição começou, entretanto, nada disso se confirmou. Rafael Moura marcou, em 36 jogos, os mesmos sete gols do Campeonato Gaúcho, além de ter passado diversos jejuns sem balançar as redes ao longo da disputa. Chegou até a ser vaiado ostensivamente em algumas rodadas e terminou virando um reserva.

Apesar dos pesares, o atacante conseguiu fazer gols importantes pelo time, em contextos nos quais a única saída para a equipe era conquistar vitórias. Destaco os gols diante do Atlético-PR, na 23ª rodada e o primeiro gol da vitória suada, por 2 a 1, conseguida contra o Atlético-MG, na 36ª.

2 – Paulão

O zagueiro Paulão, nem de longe e em nenhum momento, chegou a ser visto como alguém acima de qualquer suspeita na defesa colorada. A recorrência de suas falhas e, principalmente, os muitos cartões que levou, o fizeram ser muito criticado pela torcida ao longo do Brasileirão.

Entretanto, o jogador foi autor de dois dos gols mais importantes marcados pelo Inter no campeonato, que deram pontos valiosíssimos ao clube: o gol contra o São Paulo, no Morumbi, e o golaço, de bicicleta, contra o Goiás, no Beira-Rio, já nos minutos finais do duelo.

3 – Fabrício

O lateral-esquerdo Fabrício foi do ponto mais profundo do inferno ao céu, com a camisa do Inter. Bastante irregular e, principalmente, indisciplinado, o jogador colocou o time em maus lençóis em diversos momentos do Brasileirão, devido à expulsões infantis.

Porém, demonstrando ter mais sorte do que juízo na vida, marcou, no último minuto, o gol que, até este momento, coloca o Colorado como o time mais próximo de garantir a vaga na Libertadores de 2015: contra o Atlético-MG, na 36ª rodada, de pé direito, depois de ter feito o pênalti (admitido pelo próprio jogador) que deixava o jogo empatado e tirava do Inter dois pontos fundamentais.

Foto: Vinícius Costa  ⁄  Futura Press



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