Depois de derrota, Grêmio corre sério risco de terminar o ano sem nada

Felipão
Getty Images

A derrota gremista para o Cruzeiro ontem (20), pode ter um custo maior do que somente a frustração. A equipe tricolor corre sério risco de sequer conseguir ir para a Libertadores. Apesar das chances matemáticas ainda darem boa margem para o Grêmio, os três jogos que restam ao time tendem a ser dificílimos.

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No domingo o compromisso é contra o Corinthians, na Arena de Itaquera. O time de Mano Menezes demonstrou por A + B, ao longo de toda a disputa, que o problema dele é ganhar dos times mal posicionados na tabela. Quando o embate é diante de uma equipe de bem com a vida, o desempenho corintiano é melhor.

Das 17 vitórias do time paulista, seis foram conquistadas contra os primeiros colocados. Por outro lado, a equipe amargou vacilos históricos como a derrota para o Figueirense, na inauguração de seu estádio, o empate com o Coritiba, também em casa, e derrotas para Botafogo e Vitória, times que passaram o campeonato todo levando pancada.

Outro agravante para o Grêmio nesse jogo contra o Corinthians é que o Timão também briga por uma das vagas do G-4. Dependendo da combinação de resultados, uma vitória corintiana pode até tirar as chances do tricolor de manter o sonho vivo.

Caso o pior não aconteça, a próxima chance do Grêmio conseguir o que tanto quer será enfrentando o Bahia, lá em Salvador. Brigando para não cair e sempre um time difícil de bater jogando em sua terrinha, o Bahia provavelmente chegará na 37ª rodada, data do encontro entre tricolores baiano e gaúcho, precisando de uma vitória a qualquer custo.

É aí que mora o perigo. Nos últimos anos o Bahia esteve perto de cair tantas vezes, que pode se considerar um especialista em reta final de Brasileirão. No ano passado, por exemplo, a equipe só escapou da degola faltando três rodadas para o fim. Em 2012, se salvou só na última. E em 2011, na penúltima.

Nesse cenário, o Grêmio pode se preocupar, sim, uma vez que o resultado contra o Cruzeiro, do modo como foi, soou como uma fraquejada. Se as pernas estremecerem em Salvador, não vai ter santo que acuda, e a última partida do ano, contra o Flamengo, terá tudo para ser apenas um cumprimento de tabela.



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