Luis Fabiano pode atingir marca histórica e consertar erro de 11 anos atrás; Entenda

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“Entre brigar e bater o pênalti, eu prefiro ajudar…na briga!”, essa frase foi dita por Luis Fabiano, depois de ser expulso na semifinal da Copa Sul-Americana de 2003, por dar uma voadora em um jogador do River Plate, quando a disputa por uma vaga na final virou pancadaria.

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Na época, o centroavante tinha 23 anos de idade e estava no meio da sua segunda passagem pelo São Paulo. O time, naquela ocasião, brigava contra si mesmo para tentar voltar a ter a hegemonia do continente, depois do nome que conquistou com o bi-campeonato da Libertadores, em 92 e 93.

Tudo isso conspirou para que no apito final do árbitro, os jogadores são paulinos, ao invés de comemorarem a oportunidade de ter levado a decisão para os pênaltis, preferissem promover uma batalha campal no Morumbi.

Mas, até que ponto tal cenário explica o porque de Luis Fabiano, apesar de não ter exatamente ajudado o time naquele dia, ter se tornado o protagonista da noite e, de quebra, um ídolo para a torcida?

A explicação talvez seja porque Luis Fabiano é um jogador que foge do estereótipo de atleta que costuma se dar bem no São Paulo. Ele é desbocado, desequilibrado, se mete em confusão com freqüência, é expulso na mesma medida, desfalca o time. Mas por outro lado, ele dá uma raça fora do normal, se mata em campo, ajuda na marcação, impõe respeito diante de adversários, seja pelos gols ou pela petulância.

O camisa 9 tricolor é, certamente, um dos únicos jogadores da história do São Paulo que é querido pela atitude que tem quando não está, necessariamente, se dedicando a fazer os gols, do que pelos gols que faz. E apesar disso, ele já fez muito gol pelo time do Morumbi.

Até este momento, Luis Fabiano marcou 199 gols pelo clube, é o terceiro maior artilheiro da história e pode, nesta noite, em duelo contra o Atlético Nacional-COL, novamente pela Copa Sul-Americana, chegar à marca simbólica de 200 tentos marcados e ajudar sua equipe a chegar na final.

Pode também, se o acaso trabalhar a seu favor, vingar sua expulsão de 11 anos atrás e reeditar o jogo contra o River Plate. Para isso, os argentinos precisam derrotar o maior rival, Boca Juniors, na outra semifinal.

Se acontecer, acho que, novamente, Luis Fabiano vai querer ajudar na briga. Mas para balançar as redes do adversário, seja de pênalti ou do que for.

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