Made in Japan: Confira 5 pilotos ‘kamikazes’ que passaram na Fórmula 1

No mundo da Fórmula 1, os japoneses sempre foram vistos como pilotos muito rápidos, mas com um porém: a fama de serem ‘desastrados’. Por isso o apelido de ‘kamikazes’. A principal categoria do automobilismo mundial teve 22 pilotos japoneses em sua história.

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Alguns pilotos como Satoru Nakajima, Takuma Sato, Kamui Kobayashi e Aguri Suzuki fizeram até bons resultados, tanto que são endeusados no Japão, principalmente Suzuki, que conquistou o primeiro pódio japonês da história, em 1990 (lembram do GP que o Senna bateu no Prost na primeira curva? Então, todo mundo esquece que o pódio daquela prova foi de Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno e… Aguri Suzuki!)

Mas são os pilotos que não têm bons resultados que acabaram criando essa ‘fama’ dos pilotos nipônicos.

Vamos conferir algumas figuras que passaram pela Fórmula 1, e não deixam nenhuma saudade – ao menos, para os outros pilotos:

Ukyo Katayama

Ukyo Katayama não chegava a ser um piloto muito ruim – ao menos, se comparado a outros pilotos que vamos citar aqui, ele foi muito bom.

Só que a diferença é que, por conta de seus abandonos constantes (abandonou mais de 60% das corridas que participou, muitas vezes por acidente), ficou conhecido no Brasil como Ukyo “Katagrama” (ou Cata-Grama). Não preciso explicar o apelido, né?

Kazuki Nakajima

Filho de Satoru Nakajima, teve uma passagem bem mais apagada que o pai e fez apenas nove pontos em duas temporadas pela equipe Williams, que não renovou contrato com o piloto em 2010, quando saiu para a entrada de Rubens Barrichello. Atualmente, disputa a Formula Nippon e é piloto oficial da Toyota no WEC.

Tora Takagi

Tora Takagi era dado com uma revelação entre os pilotos locais nos anos 90. Rápido, mas sem muita noção de corrida, Takagi correu dois anos na Formula 1, pelas equipes Tyrrell (que veio a falir em 98) e Arrows, sem nenhum ponto.
Em quatro anos, pilotando em categorias de elite (Fórmula 1, CART e IndyCar), conquistou somente um pódio: Foi terceiro lugar no GP do Texas, em 2003.

Taki Inoue

PVC diria que, na história da F1, todo piloto japonês que tivesse o sobrenome iniciado com a letra ‘I’, seria lembrado eternamente pelos seus problemas.
Tudo se iniciaria com Taki Inoue, que, na história da F1, abandonou 15 dos 18 GPs, alguns desses de formas inusitadas, como este em 1995, pela Footwork, no GP da Hungria. (E sim, ele foi atingido pela própria ambulância)

 

Yuji Ide

Mas nada, nenhum piloto conseguiu a proeza que Yuji Ide conseguiu fazer na categoria.
Ide não completou nenhuma prova, e perdeu sua super-licença (documento que autoriza o piloto a correr na F1) após tão somente quatro provas.
A passagem de Ide foi tão bizarra na F1 que virou motivo de chacota, ultrapassando os feitos de todos os pilotos citados acima.
Confira um vídeo com o acidente que resultou na saída de Ide da categoria (só lembrando que este foi o ápice dele, mas ele já tinha problemas nos treinos e rodava constantemente na pista):

 



Jornalista de 28 anos, com passagens em diversos sites como UOL Esporte, Trivela, Fanáticos por Futebol, Doentes por Futebol e revistas como IstoÉ 2016.