Opinião: O fracasso na Copa do Mundo não ensinou nada a Felipão

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Após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians no último final de semana, Luiz Felipe Scolari voltou a usar a mídia para atacar as entidades que regem o futebol brasileiro. Cheio de ironias, Felipão afirmou que os clubes que vão para a Libertadores já estão definidos e que existe favorecimento aos times de São Paulo.

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Em sua última coletiva pela seleção brasileira, Felipão se agarrou em números para explicar que o trabalho tinha sido feito e que o resultado não era tão ruim. Mas não existem estatísticas capazes de explicar o maior fracasso da história das Copas do Mundo. Quando esperávamos um pouco de humildade e serenidade por parte da comissão técnica, eles chegam com a certeza de que a humilhação sofrida contra a Alemanha foi apenas uma “pane”.

Pois bem, Felipão saiu da seleção e aceitou o cargo de técnico em seu time do coração. Em sua apresentação, mais arrogância e ironia pra cima dos jornalistas. O comandante não aceitava falar sobre a Copa do Mundo e acredito que ele não tenha compreendido até agora o tamanho da catástrofe que foi aquela semifinal.

No último domingo (23), Felipão insinuou que o seu time estava sendo prejudicado e que não deixariam o Grêmio se classificar na Libertadores. Mais uma atitude covarde. Mais uma tentativa de camuflar o técnico ultrapassado que ele é.

O técnico conseguiu dar um padrão ao time e ajudou os jogadores a saírem de uma posição intermediária na tabela para uma vaga no G-4. O Grêmio alcançou a terceira posição após a vitória de 4 a 1 no Gre-Nal na 33ª rodada. Esses resultados motivaram jornalistas a dizerem que o Felipão não estava ultrapassado, que ele foi crucificado injustamente na Copa, mas como é fácil comentar futebol por momento, né?

O ex-comandante da seleção não fez nada de brilhante no time gaúcho. Ele criou um sistema defensivo forte e apostou na qualidade dos seus homens de frente. Isso basta para ter sucesso em um campeonato tão fraco. Mas não se vê uma variação tática ou uma formação inovadora na equipe de Scolari.

Agora que ocupa a sexta posição, o técnico isenta seus jogadores e sua comissão da culpa de não estarem na zona de classificação para a Libertadores. Você já foi grande, Felipão. Foi, no passado. Não é mais. Não é grande como técnico e nem como homem para assumir os próprios erros.



Jornalista esportivo!