Três meses depois de acusação de injúria, o que aconteceu com a gremista Patrícia Moreira?

Patrícia Moreira
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A torcedora do Grêmio, Patrícia Moreira, que ficou conhecida após ser flagrada pelas câmeras da ESPN ofendendo o goleiro Aranha, teve seu destino selado nesta segunda-feira. Segundo o site Globoesporte.com, ela e mais três integrantes, que participaram das injurias raciais contra o arqueiro santista, terão que ir à delegacia em dias de jogos do Tricolor Gaúcho.

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A proposta de suspensão condicional do processo foi feita pelo juiz Marco Aurélio Xavier e aceita na manhã desta segunda no Foro Central, no Rio Grande do Sul. Com esse acordo, Patrícia Moreira e os outros três torcedores Eder Braga, Fernando Ascal e Rodrigo Rychter, terão que comparecer a uma delegacia determinada, uma hora antes, de partidas do Grêmio, seja ela na própria casa do clube ou fora do estado. A saída dos quatro adeptos gremistas acontecerá uma hora depois dos jogos. A punição será válida por dez meses e a mesma já está valendo desde outubro, ou seja, irá até agosto de 2015.

Porém a supervisão nos quatro integrantes será de dois anos. Se algum deles cometer algum crime durante todo esse tempo, terão que responder pelo tal ato e também pelo antigo crime, ou seja, a injuria racial. A outra proposta que havia sido feita e que foi recusada por Patrícia Moreira e os outros torcedores, era de se usar uma tornozeleira rastreadora.

Segundo o advogado de Patrícia Moreira, Alexandre Rossato, ela segue desempregada e sem residência fixa, já que sua antiga casa foi incendiada e apedrejada.

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Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.