Opinião: Erro com Massa mostra que a Williams precisa de um estrategista

E mais uma vez a equipe Williams jogou fora pontos importantes no campeonato devido a um erro de estratégia. A equipe durante a temporada tem repetido essa “pratica” e deixando seus pilotos em situações desfavoráveis nas corridas. Logo de imediato é possível lembrar de mais dois erros relacionado a estratégia de pit stops da equipe: na Rússia e na Áustria, ambas as vezes com Felipe Massa.

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No ultimo domingo a equipe mostrou novamente essa fraqueza ao não marcar ou antecipar as paradas de seus pilotos em relação a Daniel Riccardo, principal ameaça à equipe inglesa. O resultado todos sabem, Riccardo terminou à frente de Massa e Bottas.

Falta à Williams uma liderança, não no aspecto de chefe de equipe, mas sim uma pessoa forte no pit-wall que pense na estratégia e que entenda a corrida e os rumos que essa pode tomar e que saiba mudar o que foi combinado previamente em reuniões. Hoje parece que a equipe fica congelada à estratégias pré estabelecidas.

Durante a transmissão do GP de Austin, foi falado inúmeras vezes dessa tal reunião onde uma das pautas foi em que voltas os pilotos deveriam realizar suas paradas. Falta uma cabeça pensante que saiba antecipar as ações dos adversários, foi o que a RedBull fez. Ross Brawn era um expert em mudar estratégias e deixar os pilotos do seu time em melhores condições.

Na Williams atualmente Pat Symonds e Rob Smedley são os nomes mais conhecidos, mas nenhum deles tem entendimento total do transcorrer de um GP. E depois da saída de Patrick Head um verdadeiro “garagista” e bom entendedor de corridas, não apenas em aspectos técnicos como os dois citados anteriormente, a equipe perdeu muito.

A Williams hoje é a terceira força da Formula 1 se analisarmos a tabela do mundial de construtores, mas em termos de desempenho, a equipe só perde para as Mercedes que convenhamos, são de outro mundo. Apesar da posição atual de destaque, esses erros da equipe inglesa ainda refletem um passado muito recente, onde o time tinha dificuldades em andar ate mesmo entre os dez primeiros.

Mudou-se o patamar da equipe, falta agora mudar o pensamento, pensar como time grande e acima de tudo, pensar em vencer. O papel de apenas marcar os adversários em estratégias, não condiz com a situação atual do time de Grove. Não ter medo da vitória e de arriscar é o que falta para a Williams hoje se torne uma força de respeito na Formula 1.