Opinião: Galo sepultou longo tabu sem grandes títulos nacionais com futebol ofensivo na Copa do Brasil

Depois de 43 anos aguentando gozações dos rivais, o Atlético-MG voltou a levantar um troféu de relevância nacional. E o jejum não poderia ter tido final mais saboroso – justamente contra o arquirrival Cruzeiro, na decisão da Copa do Brasil, com duas vitórias (ida: 2 a 0, no Independência e volta: 1 a 0, no Mineirão). Uma conquista justíssima para um time que sobrou contra a Raposa e que teve brio ao longo de toda a competição.

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O torcedor do Galo jamais se esquecerá das viradas épicas contra os gigantes Corinthians e Flamengo, respectivamente, nas quartas de final e semifinal. Diante dos adversários, a equipe mineira chegou a estar perdendo por 3 a 0 no placar agregado, porém, conseguiu tirar forças de onde quase ninguém imaginava e virou o marcador sempre no lendário Mineirão.

O Galo mostrou um futebol com DNA ofensivo, algo em extinção no futebol brasileiro. Mérito para o competente Levir Culpi, que assumiu o clube no início do Campeonato Brasileiro após sequência de resultados ruins do antecessor Paulo Autuori. O treinador curitibano soube tirar o máximo potencial de seus atletas.

Debaixo das traves, prevaleceu o milagreiro São Victor, que desde a inédita conquista da Copa Libertadores 2013 mantém uma regularidade impressionante.

Na dupla de zaga, uma mistura que deu muito certo: a juventude de Jemerson e a experiência de Léo Silva;

No meio de campo, os combativos Leandro Donizette e Josué, e o poder criativo e decisivo do argentino Dátolo;

No ataque, a polivalência e eficiência de Diego Tardelli e a rapidez do moleque atrevido Luan, a grande surpresa atleticana.

Parabéns aos torcedores do Galo por essa importante conquista! Sem a torcida, dificilmente o time mineiro derrubaria todos os oponentes e ergueria o tão sonhado troféu da Copa do Brasil.



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)