Opinião: Vasco voltou à Séria A, mas o Gigante, não

O Vasco da Gama conseguiu neste sábado (22) o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro ao empatar com o Icasa por 1 a 1, diante de um Maracanã lotado. Ao término da partida, os torcedores presentes ao estádio não festejaram, mas encheram o time com uma sonora vaia e gritaram “time sem vergonha”, indicando que a sensação é uma só: o Vasco voltou, mas o Gigante, não.

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A sensação de insatisfação com a equipe não se deve ao fato de o acesso ter sido conseguido sem a conquista do título. Na Série B, não há diferença entre ser primeiro colocado ou estar na quarta posição, já que os quatro sobem. Estar nas melhores colocações da tabela é positivo pelo simples fato de dar uma maior tranquilidade e de proporcionar a subida com antecipação.

A torcida também não gostaria de amargar mais um vice-campeonato. Terminar em segundo lugar seria motivo de zoação por parte das torcidas rivais e, principalmente, não deixaria o time com a melhor campanha da competição.

O que mais incomoda o torcedor nesta segunda passagem do Vasco pela Série B é a forma como o time atuou. O Gigante da Colina não foi gigante e na partida contra o Icasa. No jogo em que o objetivo seria alcançado e a sensação de que as coisas não foram positivas seria esquecida, o Vasco jogou do mesmo jeito: apático, previsível e limitado.

Neste ano, o Cruzmaltino foi o time que mais empatou do Brasil. Empatar na Série B era só sinal de que o adversário não conseguia vencer, mas também de que o Vasco não era capaz de ganhar. Hoje não há a sensação de dever cumprido, muito pelo contrário, há um medo grande pelo que virá ano que vem.

Em 2009, quando o Vasco subiu, tinha-se uma expectativa positiva para a equipe e que, no curto prazo, se concretizou (basta lembrar do excelente ano de 2011). Em 2014, porém, esse não é o sentimento vascaíno. Pelo que o time mostrou nestas 37 rodadas fica a impressão de que há muita coisa para melhorar, mas, quando se olha para o futuro, vê-se que não há tendência de melhora.