Pelo alto, Cruzeiro supera o Goiás, a chuva e é tetra!

Ricardo Goulart

“Deixa chover, deixa a chuva molhar”, como diria Guilherme Arantes. Nada foi páreo para o Cruzeiro neste domingo, no Mineirão. Os 2 a 1 aplicados pela equipe celeste podem até parecer pouco. Mas foi a “goleada” que o time precisava para garantir o título.

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Fugindo de suas características de toque de bola devido ao estado deplorável do gramado (choveu muito em Belo Horizonte ao longo do dia e continuou, de forma torrencial, durante o jogo), o Cruzeiro pressionou, pelo alto, o Goiás desde o comecinho.

Sem dar sopa para o azar, Ricardo Goulart precisou de somente duas chances para abrir o placar. Na primeira, a bola foi na rede, mas pelo lado de fora, mas na segunda, foi caixa. Após ótimo cruzamento de Mayke pela direita, o agora artilheiro do Brasileirão, ao lado de Henrique, do Palmeiras, subiu sozinho no meio da área esmeraldina e colocou fogo no aguaceiro do Mineirão.

A festa estava armada, o troféu simbólico estava na beira do gramado, mas havia um convidado querendo aparecer. Trajando camisa branca e shorts verdes, respondia pelo nome de “Goiás”. E assim que o anfitrião de azul deu uma brecha, Samuel, o atacante esmeraldino, aproveitou uma cobrança de falta que passou por toda a defesa da Raposa e, com classe, botou a bola no ângulo de Fabio.

Diferente da caminhada para o título, o jogo final ganhou contornos de dramalhão. Não que o São Paulo estivesse, àquela altura, ganhando o clássico contra o Santos e adiando a comemoração, mas o nervosismo passou a ser mais forte do que o talento. Todos precisaram esperar a segunda etapa para que tudo voltasse aos trilhos.

Mais paciente e racional, o Cruzeiro começou o segundo tempo do mesmo jeito como havia sido o primeiro: agressividade total e absoluta, buscando o gol do único jeito que o gramado permitia, ou seja, pelo alto.

Aos 17 conseguiu. Novamente de cabeça e, assim como havia sido alguns dias antes, em Porto Alegre, novamente com Everton Ribeiro. Talvez por homenagem ao lago em que o campo havia se tornado, talvez por ser o único modo de finalizar o cruzamento, o craque cruzeirense deu um semi-peixinho em uma bola aérea que veio da esquerda e sacramentou o que iria acontecer de qualquer maneira, cedo ou tarde.

Na Arena Pantanal, em Cuiabá, o São Paulo havia aberto o placar minutos antes e sonhava em continuar sendo o pesadelo do Cruzeiro. Infelizmente, para o tricolor paulista, desta vez, não deu.

E felizmente, para a Raposa mineira, desta vez, deu – e ninguém tasca: é tetra campeão Brasileiro!



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...