Primeiro ano de Petros no Corinthians é marcado por ‘perseguição’ do STJD

Petros
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Felipão poderia ser considerado o novo profeta. Poderia se a nova audiência do meia Petros, do Corinthians não tivesse um final conhecido: o clube não foi punido e não perdeu quatro pontos no campeonato.

Para uma equipe que almeja uma Libertadores da América para o ano que vem, perder quatro pontos seria péssimo a essa altura do campeonato, ou melhor, nesses últimos momentos de Brasileirão que chega ao fim daqui a dois rodadas. E com uma vaga para o torneio quase garantida.

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Petros Matheus dos Santos Araújo é natural de Juazeiro-Ba e o clube do Parque São Jorge é seu primeiro grande clube na carreira. O atleta de 25 anos chegou ao Corinthians depois de ter agradado a diretoria no Campeonato Paulista desse ano, quando defendia as cores da Penapolense, que, aliás, foi mais longe que o Timão na competição.

Logo que chegou ao alvinegro caiu nas graças na torcida com suas roubadas de bola durante os jogos. Mas seus problemas fora de campo deram uma dor de cabeça e tanto para a parte jurídica do clube. Motivo? Suposta agressão a um juiz e escalação irregular. Problemas que levaram o atleta a ter seu nome vinculado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Petros logo caiu nas graças da torcida, como foi dito anteriormente por sempre “roubar” a bola dos adversários. A fanática torcida corintiana lhe deu o apelido de ‘Vampetros’. Claro, sem deixar de lado os desarmes. Nem as idas constantes ao tribunal tiraram a criatividade da galera como ‘Petrosbras zica das denuncias’.

O STJD fez parte desse campeonato na vida do meia. Tudo começa no clássico diante do Santos na Vila Belmiro válido pela 14ª rodada em que Petros dá um empurrão no árbitro Raphael Claus que relatou a agressão no dia seguinte ao acontecimento da partida. Na ocasião o atleta foi condenado a um gancho de 180 dias de suspensão.

O clube, porém recorre e com isso o meia passa a ser enquadrado no artigo 258, assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do CBJD. Pena reduzida para três jogos de suspensão.

A outra vez que o jogador foi parar no tribunal seria referente a uma escalação irregular contra o Coritiba, denunciada pelo diário esportivo Lance. Só que dessa vez o clube sairia muito prejudicado. O jogador teve seu contrato renovado no dia primeiro de agosto. No dia seguinte esse novo contrato já estaria valendo. Porém esse acordo passaria a valer mesmo a partir do dia quatro de agosto, primeiro dia útil. E lá sei vai o Corinthians para o STJD mais uma vez.

O jurídico do Timão alegou que a situação de Petros era regular, pois atendia dois requisitos para disputar uma partida pelo Brasileirão: ter um contrato e constar no Boletim Informativo Diário (BID). Seu nome aparece no BID.

No julgamento que ocorreu no dia 27 de outubro o Pleno entendeu que o clube não teve culpa e Federação Paulista de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foram consideradas culpadas pelo ocorrido e cada uma teve que pagar uma multa de R$ 10 mil e o dinheiro destinado para a ONG Médicos sem Fronteiras.

Petros faz com que Grêmio e Internacional se unam o que em outras ocasiões dificilmente aconteceria. Junto com a Procuradoria eles recorrem como interessados no caso, já que ambas as equipes lutam por vagas na Libertadores e se o time paulista perdesse pontos seria vantajoso para ambos. Mas uma vez o Pleno é favorável à equipe do Parque São Jorge e desta vez a FPF é inocentada, sobrando toda a culpa para a CBF.

Entre idas e vindas o ano poderia ser melhor para o jogador. Já que restam apenas duas rodadas para o término do Brasileiro que ele dê seu melhor em campo. E que o ano de 2015 seja de gols, títulos e claro, muitos desarmes. Mas acredito que essa história ainda terá outros capítulos. Mas vamos ficar no aguardo.



Estudante do 6º semestre de Jornalismo na Universidade de Taubaté (UNITAU) e apaixonada pelo Corinthians. Mas também gosto de dar meus palpites sobre outras equipes.