Opinião: Por seu ego. Por sua vaidade.

Palmeiras

2 jogos. São os 180 minutos do oxigênio que resta dentro de um cilindro que já começou pela metade, furado, lá em janeiro. É o que separa a torcida do Palmeiras daquilo que pode ser a pior temporada da história. Digo a torcida, não por ser ela a culpada de alguma coisa, mas ao contrário. É por ser ela o último resquício daquilo que um dia foi a Sociedade Esportiva Palmeiras. Por ser ela a única célula capaz de representar dignamente o maior campeão da história neste momento. E por ser ela a entidade que mais sofre, que mais é saqueada, aviltada, estuprada e massacrada ao longo desses implacáveis últimos anos.

LEIA MAIS
Quem é o menos culpado pela atual crise do Palmeiras?

No ano de 2014, ainda que sabidamente não fosse aquele dos sonhos de todo o torcedor, o time poderia ter navegado em águas mais tranquilas.

Seria um ano de preparação para algo muito mais grandioso do que o centenário – se é que isso é possível aos olhos do fanático – e agora não faço minhas as palavras do nobre presidente, de que “não seremos reféns do centenário.”

Não é esse o ponto.

A questão é que nós, torcedores comuns, nos vimos reféns sim, mas de uma política negligente, que subestimou o Campeonato Brasileiro e desonrou a história do clube ao montar um elenco que não é digno sequer de xingamento. Que é de dar dó…

E quando digo que este ano seria preparatório para grandes acontecimentos, me refiro ao planejamento de 2015, quando a receita integral dos jogos no Allianz caberá exclusivamente ao Palmeiras, quando haveria a possibilidade de investimento na contratação de jogadores BONS, com nome, experiência, com saco roxo… quando o almejado patrocínio master poderia finalmente estampar a área mais nobre da nossa camisa.

2 jogos.

Tudo isso, o futuro, depende dos próximos 180 minutos, que na verdade são 360 se somados aos confrontos do Vitória.

E eu vou te falar, meu amigo, que é uma provação dura demais, pelo menos para mim. Mas, vou estar lá, podem acreditar! Mesmo que não consiga assistir aos jogos… Vou estar lá!

Percebam uma coisa: Os efeitos de uma eventual queda não se resumem às gozações rivais ou a ter que passar mais um ano inteiro enfrentando times inexpressivos.

Não.

É algo infinitamente mais doloroso, perigoso, sombrio, incerto e injusto para o torcedor.

Significa o fim do sonho. Da esperança ainda não, pois ela é verde, mas do sonho, sim.

Aquele sonho do Palmeiras como tal, rico, forte, vigoroso e corajoso, acabaria ali.

Então, se eu pudesse falar agora aos “jogadores” do “elenco”, eu pediria nestes últimos 180 minutos que vocês gastem este oxigênio que falta e que não foi usado durante o ano inteiro. Que corram. Que se sujem. Que se machuquem. Que morram! Mas que não permitam!

É difícil pedir isso a moleques que alcançam o sucesso financeiro tão cedo, que são desprovidos de comprometimento, de inteligência, de respeito pelo empregador (que é a torcida) e que são apenas moleques, repito, mas arriscarei:

Se não quiserem fazer por 16 milhões de pessoas, se não quiserem fazer pela história e pelo peso desta camisa e se não quiserem fazer por suas próprias carreiras, que façam então por seus filhos, por suas esposas, por seus pais, por seus carros importados e casas, por suas contas bancárias ou que façam pelo seu ego e vaidade.

Pelo ego e pela vaidade. É isso! Se nada mais importa, joguem ao menos pela honra de poderem chegar de cabeça erguida no próximo churrasco na lancha de algum coleguinha de profissão.

No sábado, nos primeiros 90 minutos da saga, por favor, GANHEM DO INTERNACIONAL!

GANHEM DO INTERNACIONAL!

GANHEM DO INTERNACIONAL!

GANHEM DO INTERNACIONAL!

GANHEM DO INTERNACIONAL!

GANHEM DO INTERNACIONAL!

VAMOS GANHAR DO INTERNACIONAL! (Isso é uma oração. Espero que ela chegue aos ouvidos de quem quer que seja…)



Advogado. 30 anos. Amante do futebol de modo geral e da Sociedade Esportiva Palmeiras de forma incondicional! Recentemente montamos um blog sobre futebol (www.porbaixodaspernas.com.br), onde podemos expor nossas opiniões da maneira que mais gostamos: com a visão das arquibancadas!