Relembre 10 coisas que ficaram no passado do futebol

Reprodução/Corinthians

O futebol moderno é totalmente diferente do que conquistou o Brasil no século passado. Praticamente só sobrou o amadorismo dos dirigentes e a desorganização de competições, que insistem em terminar nos tribunais, como o Brasileirão do ano passado. Mas o que havia de tão apaixonante no futebol antigo? Muitos fatores que hoje não existem mais.

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Não vamos abordar todos eles, até porque seria um tema para uma coleção de livros só explicando como o futebol é amado em todo o mundo, principalmente no Brasil. Mas escolhemos 10 coisas que hoje não existem mais, mas são constantemente lembradas em qualquer roda de conversas entre amigos sobre o esporte das antigas.

O Torcedores.com viaja no tempo e relembra o que você pode ter visto no futebol, mas terá que contar aos seus filhos como uma história do passado que eles nunca verão.

– Torneio Início

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Era uma clássica competição que acontecia em um só dia, reunindo os clubes que disputariam o Estadual. Os jogos tinham curtíssima duração e eram resolvidos muitas vezes, em caso de empate, pelo número de escanteios que cada time havia conseguido. Quando esse critério não era seguido, também poderia ser feita uma disputa de pênaltis com três cobranças para cada equipe, batidas pelo mesmo cobrador.

– Ponta

Reprodução
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Embora alguns digam que essa posição voltou a ser usada recentemente no futebol, com jogadores como Neymar, não dá para dizer que é a mesma coisa dos tempos do século 20. Nada do que temos hoje é comparável a Garrincha, entre outros pontas dos anos 1960. Não estamos dizendo que algo é melhor ou pior do que o outro, só que não são iguais.

– Torneios amistosos

Quando o Brasileirão durava só menos da metade do ano, e os estaduais ficavam com todo o primeiro semestre para eles, a intertemporada que se formava em junho e julho proporcionava clássicos como a Copa dos Campeões Mundiais, Taça Maria Quitéria, entre outros. A pré-temporada também não passava em branco, como nesse Torneio de Verão de 1996, organizado pelo SBT.

– Torneio Rio-São Paulo

As rivalidades entre paulistas e cariocas tinham mais força com o Torneio Rio-São Paulo. Foi nele que Kaká surgiu em um duelo decisivo contra o Botafogo, em 2001. Foi nele que o Santos ganhou um troféu em meio a uma fila de 13 anos, em 1997. Vários clássicos inclusive no interior. Era uma competição extremamente charmosa.

– Estádios clássicos

Palestra Itália

 

Quem viu jogos no Estádio Olímpico, no Palestra Itália, no velho Maracanã, no Machadão (Natal), viu. Quem não viu, não verá mais. Estádios que viram campeões brasileiros, da Libertadores, mundiais, não existem mais e ficaram só na memória do futebol.

– Geral do Maracanã

Um clássico que faz muita falta, mas perdeu espaço para a modernidade no futebol. Não caberia mais nos dias de hoje, mas deixou sua marca na história.

– Estaduais fortes

Crétidos: Divulgação/Palmeiras
Crétidos: Divulgação/Palmeiras

Esse time aí da foto é o Palmeiras de 1996, que marcou mais de 100 gols e deu show no Paulistão daquele ano, sendo campeão com mais de 80 pontos na soma dos dois turnos. Se fosse atualmente, o time provavelmente teria priorizado outra competição e jogado o Paulistão com reservas. Isso explica por que estamos dizendo que os estaduais não são mais fortes como antes.

– Torcidas pedindo jogadores de seus times na seleção

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Bastavam alguns jogos com atuações espetaculares para um atleta ter seu nome gritado pela torcida de seu time com um pedido claro: “ão ão ão, fulano é seleção”. Hoje em dia, o calendário apertado e confuso, aliado a tudo de ruim que existe na seleção (CBF, diretores, etc) fez com que o torcedor pegasse uma espécie de raiva. Ter um jogador convocado significa perder o atleta em jogos importantes do calendário. E a paixão pelo clube ficou maior do que pela seleção.

– Esperar o VT para saber resultado do jogo

Não havia internet, nem sempre dava para ouvir no rádio. Restava o VT da Band, ou da Gazeta, na voz sempre marcante de Fernando Solera.

– Galvão narrando o Brasileirão

GALVAO

Perdemos a conta de quando foi sua última narração pelo Nacional. Já virou coisa do passado, embora nem todos lamentem. Galvão hoje é focado na seleção brasileira e na F1.



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.