Revelações do Atlético-MG também são boas opções para decisão da Copa do Brasil

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Metade do segundo tempo, 1 a 0 para o Cruzeiro, uma pressão absurda, bola na trave e, no contra-ataque, Luan é derrubado violentamente e se machuca. Pede substituição aos prantos. Levir Culpi olha para o banco e vê que, na posição de seu jogador de confiança, há jogadores experientes e garotos da base. Sem titubear, chama um jovem da base e segue o jogo.

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Pensar em uma situação como esta no Atlético-MG, nesse momento, faltando algumas horas para a grande final no Mineirão, é difícil. Mas não seria nada de outro mundo se ela acontecesse. E seria menos surpreendente ainda se Levir escolhesse o jovem Dodô, para entrar em campo.

Até um mês atrás, quando se falava de Dodô no futebol, todo mundo associava ao ex-atacante de São Paulo e Fluminense, famoso por fazer golaços com mais freqüência que o normal. Porém, desde a partida contra o Palmeiras, há algumas rodadas, a jovem revelação atleticana Dodô fez com que as enciclopédias futebolísticas por aí considerassem uma segunda opção para esse apelido.

No jogo em questão, em pleno Pacaembu lotado, o menino não se intimidou e fez um belo gol. Na partida seguinte, diante do Figueirense, o Atlético-MG perdia o jogo, mas Dodô, na primeira chance clara que teve, emendou um voleio lindo na bola e empatou a partida.

Além dele, Marion, Carlos e Eduardo, outras três gratas revelações do Galo, podem sim se considerar prontos para o caso de o time precisar deles na decisão desta noite (26). O primeiro é meia-atacante, e poderia suprir a lacuna de Dátolo em uma emergência. O segundo, Carlos, até titular andou sendo em alguns jogos, mesmo da Copa do Brasil.

Já Eduardo, de 19 anos, foi titular do Atlético-MG em pouquíssimos jogos e, assim como Dodô, parecia um veterano, dada a desenvoltura do volante em campo. Seguro, firme na marcação, de cabeça sempre erguida e até arriscando-se no ataque, Eduardo pode se considerar um privilegiado, afinal, com tantos atributos, é grande a possibilidade de ser usado em mais posições além daquela da qual é oriundo, caso seja necessário.

Pode até não ser no jogo dessa noite, mas todos eles estão prontos para o que der e vier. Mesmo que seja em 2015. Ou 2016. 2017 talvez. O Galo mineiro, pelo jeito, andou produzindo ninhadas e ninhadas de ovos de ouro.

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