Sport x Fluminense: a gente conta o que a TV não mostrou

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Ir a um jogo de futebol, ato normal para os amantes do esporte da bola redonda. O jogo entre Sport e Fluminense prometia ser algo fora do convencional para todos aqueles que se deslocaram até a Arena Pernambuco para ver suas equipes.

O Torcedores.com conta como foi o trajeto até o estádio e os detalhes do jogo, que somente o torcedor da arquibancada viu.

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Primeiramente, ir a um jogo na Arena Pernambuco não é coisa lá muito fácil. Tive que tomar um carro, metrô e ônibus para poder chegar ao estádio da Copa de 2014. Na estação de Camaragibe, um breve encontro com uma das torcidas organizadas do Sport, que apenas fez barulho, ao contrário do que muita gente pensa.

A ida foi tranquila até a chegada à estação de Cosme e Damião, onde a polícia teve que utilizar armas de choque para conter os mais exaltados que forçavam a fila para tomar o ônibus direto para o estádio.

Chegando à Arena, o ambiente era de decisão, com o estádio se enchendo e uma grande expectativa por parte da torcida rubro-negra após duas vitórias seguidas.

A torcida fez mais uma vez uma festa, com o tradicional Cazá-Cazá e o o apoio ao time a partir do apito inicial. Um dos torcedores mais “chatos” do nordeste, que faz qualquer estádio virar uma panela de pressão toda vez que o Fluminense tocava na bola vaiava muito, pegou no pé de Fred quando ele participava do jogo. Ele que pouco fez o jogo inteiro iria silenciar a Arena Pernambuco mais tarde.

As bolas alçadas na frente para tentar enganar a linha burra do Fluminense deram certo quando Mike recebeu cara a cara com Diego Cavalieri e marcou para o time da casa. 1 a 0 e festa da torcida leonina. O empate veio após o recuo do time do Sport.

Com a vantagem, o time rubro-negro deixou o Fluminense jogar principalmente pelo lado esquerdo, com o lateral do Sport Renê deixando buracos na marcação. Após cruzamento, Ewerton Páscoa marcou contra.

No segundo tempo a estrela dos atacantes brilhou. Joelinton marcou para o Sport, praticamente decretando a vitória para a equipe da casa. O clima era de mais festa ainda e a “Ola”, tão famosa em jogos de Copa do Mundo acontecia na torcida. O que não esperavam era que Fred, sumido na partida, fizesse um verdadeiro golaço após a desatenção do sistema defensivo do Sport. Silêncio e revolta com o treinador e com as chances perdidas.

A volta para casa nunca foi tão amarga, e já não se ouvia mais canções da torcida do Sport, apenas lamentos e revolta. Fazer o mesmo caminho de volta foi tranquilo, apesar de todo aperto – nada diferente do dia-a-dia do recifense que toma ônibus para ir ao trabalho – e com a sensação de que poderíamos estar sorrindo, e sonhando com a Sul-Americana ano que vem.

Ver a desolação da torcida do Sport é difícil, em um final de semana nada fácil para os times pernambucanos. Os caminhos podem ser diferentes, mas o sentimento é o mesmo quando se fala em derrota do seu time, não importa a cor ou o lugar.

Foto: Divulgação



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.